Clique e assine a partir de 9,90/mês

Major Olímpio pede a presidente do Senado que suspenda recesso em julho

Objetivo do senador é que o período tradicional de férias dos parlamentares seja utilizado para votar a reforma da Previdência

Por da Redação - 4 Jun 2019, 19h33

O líder do PSL no Senado, Major Olímpio (PSL-SP), pediu ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), para suspender o recesso parlamentar de julho. Segundo o senador, período deveria ser utilizado para votação da reforma da Previdência.

Em ofício encaminhado a Alcolumbre, Olímpio cita projeção de que a reforma seja votada na Câmara no primeiro semestre do ano. “O líder do PSL acredita ser essa a melhor alternativa para que se cumpra o cronograma de votação já construído entre o governo e os partidos que já declararam apoiar à proposta”, segundo nota da assessoria do partido no Senado. Major Olímpio tenta apoio de outros senadores para o cancelamento do recesso.

Oficialmente, o Congresso suspende suas atividades legislativas de 17 de julho a 1º de agosto. A expectativa do governo é a de que a proposta seja votada na Câmara ainda em junho.

A reforma da Previdência está em tramitação na Comissão Especial da Câmara dos Deputados. Nesta terça-feira, 4, o ministro da Economia, Paulo Guedes afirmou, no Congresso, que, se os parlamentares não estivessem discutindo a reforma da Previdência, o Brasil já estaria em uma crise enorme. Guedes compareceu na comissão na condição de convocado –que exige presença obrigatória–, e não como convidado.

Continua após a publicidade

Segundo ele, se os parlamentares não estivessem debruçados sobre a questão fiscal, o “dólar já teria estourado”. O ministro também defendeu que a reforma da Previdência destravará os investimentos privados –locais e internacionais– no Brasil.

O ministro também voltou a defender a potência fiscal de 1 trilhão de reais em dez anos da proposta de reforma do governo para a Previdência. “Temos insistido em manter esse impacto porque nos permite encerrar fase de contenção. Aí passamos para a agenda construtiva”, argumentou. “Essa força fiscal nos permitirá escapar de uma armadilha que aprisiona o Brasil em um desemprego em massa e no baixo crescimento econômico”, completou.

(Com Estadão Conteúdo)

Publicidade