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Mais um clássico dos anos 1980 some das lojas: a bala Juquinha

Fábrica localizada em Santo André (SP) demitiu funcionários e fechou as portas há pouco mais de um mês, causando comoção entre consumidores

Por Da Redação 15 jun 2015, 17h21

Guloseima indispensável em diversas festinhas de aniversário do Brasil, as balas Juquinha tiveram sua produção interrompida, causando comoção entre dezenas de consumidores nas redes sociais – sobretudo aqueles que foram crianças na década de 1980. Os últimos 19 funcionários que trabalhavam na fábrica, em Santo André (SP), foram demitidos em abril, informou o Sindicato dos Trabalhadores da Alimentação de São Paulo e Região. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico da prefeitura de Santo André, a fabricante das balas Juquinha formalizou o fim de suas atividades no dia 18 de março.

O fim da produção foi noticiado neste domingo pelo jornal “O Dia”. Segundo a reportagem, o motivo do encerramento das atividades da empresa seria a falta de interesse dos filhos do criador, o italiano Giulio Luigi Sofio, de 77 anos. Em seu melhor momento, a fábrica chegou a ter mais de 200 empregados, quando produzia 600 toneladas por mês e receita superior a 15 milhões de reais mensais. Agora, o mercado questiona se a marca será relançada por algum outro fabricante. Segundo “O Dia”, um empresário carioca teria comprado a fórmula da bala, guardada a sete chaves.

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Histórico – A empresa foi fundada em 1945 com uma outra razão social: Salvador Pescuma Russo & Cia Ltda. No início, era voltada à fabricação de refresco em pó efervescente. Em 1950, a companhia começou a fabricar balas mastigáveis, incluindo a ‘docíssima e mole’ Juquinha, que chegou a ser exportada para mais de 60 países.

Em 1982, o negócio foi comprado por Sofio, que ampliou a linha de produção e passou a fabricar pirulitos. O auge das vendas ocorreu em na década de 90, quando, durante o então Plano Real, as balas Juquinha viraram troco em supermercados, bares e restaurantes.

Desde então, o faturamento da fábrica caiu para 8 milhões de reais, passando sua produção de 600 toneladas por mês para menos de 100 toneladas. A retração na produção foi acompanhada pela queda no número de empregados.

(Da redação)

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