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Maioria dos brasileiros segue otimista com a economia, diz Ipsos

Enquanto brasileiro vê cenário com otimismo, a Argentina registra nova queda e fica na penúltima posição global

Bruno AndradePor Bruno Andrade Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 29 jun 2026, 12h24
Maioria dos brasileiros segue otimista com a economia, diz Ipsos Priorizar nos meus resultados Google

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) registrou em junho um acréscimo de 0,6 ponto no Brasil, atingindo a marca de 53,0 pontos. Os dados são de pesquisa divulgada pela da Ipsos nesta segunda-feira, 29.

Segundo a Ipsos, o dado deste mês é importante por manter o índice no campo positivo, consolidando a estabilidade que começou a se desenhar no período anterior. Esse movimento sugere que o consumidor brasileiro encontrou um piso de sustentação no curto prazo.

Essa acomodação positiva ocorre de forma paradoxal frente aos atritos macroeconômicos de curto
prazo. O início de junho trouxe notícias desafiadoras na economia real, como a revisão para cima
nas projeções da inflação, discussões sobre a taxa Selic e os níveis de juros, oscilações no mercado

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de ações e ruídos de potenciais atritos tarifários internacionais.

No entanto, a Ipsos aponta que o descolamento entre a prateleira do varejo e a pesquisa de confiança reside na dinâmica do consumo de informação. Segundo o instituto, o brasileiro vive sob um ciclo de notícias extremamente intenso, sendo bombardeado diariamente por escândalos corporativos — como os episódios recentes envolvendo o Banco Master —, além da forte exposição midiática a casos de violência e feminicídio.

“Esse excesso de ‘ruído’ atua como uma distração constante que desvia o foco do aperto financeiro imediato, fazendo com que o humor geral da população oscile de forma abrupta, guiado muito mais pela emoção do noticiário do que pelos fundamentos da economia”, diz a Ipsos.

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A percepção de que o Brasil está na “direção certa” chegou a 42% neste mês, acumulando uma alta de 3 pontos percentuais em relação a maio e de 5 pontos percentuais na comparação com os últimos 12 meses.

Mesmo assim, a pesquisa mostra que o brasileiro continua carregando um fardo estrutural pesado: Crime e Violência (47%) e Corrupção (39%) seguem liderando as preocupações de forma inabalável, impulsionados justamente por essa superexposição midiática.

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Cenário global mostra diferença

Enquanto o Brasil tateia uma estabilidade positiva, o cenário internacional apresenta recuos
importantes. Globalmente, o índice registrou 47,9 pontos, com destaques para dois países, Estados Unidos e Argentina.

O contraste mais expressivo ocorre com os Estados Unidos. Enquanto o ICC brasileiro

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avançou para 53,0 pontos, o índice americano recuou para 49,1 pontos (-0,5), permanecendo no
campo do pessimismo.

Na Argentina, o foco continua sendo a adaptação ao ajuste econômico imposto pelo presidente local Javier Milei. O país amargou uma queda expressiva de 3,4 pontos no seu ICC, caindo para 37,4 pontos, penúltimo colocado entre os 30 países da pesquisa.

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O país líder global do ranking é a índia, com 63,8 pontos. O Brasil está na quinta colocação entre os países mais otimistas com a sua própria economia.

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