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Maioria das bolsas da Europa fecha com ganhos

A maioria dos índices do mercado de ações da Europa fechou em alta nesta sexta-feira pelo quarto dia consecutivo, porém reduziram os ganhos registrados mais cedo, com os investidores de olho em um encontro de ministros das Finanças europeus na Polônia, em buscas de pistas sobre como eles pretendem enfrentar a atual crise da dívida na região.

O índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 0,64%, ou 1,47 ponto, para fechar em 230,16 pontos, ante 228,69 pontos, ontem, quando o índice havia subido 2,02% após o Banco Central Europeu (BCE) informar que cinco grandes bancos centrais do mundo farão ofertas para fornecer liquidez em dólar antes do fim do ano, por meio de uma ação coordenada.

Os bancos voltaram a liderar os ganhos nesta sexta-feira, com o Barclays PLC subindo 3,4% no Reino Unido. Na Bolsa de Londres, o índice FTSE 100 subiu 0,58%, a 5.368,41 pontos. O Deutsche Bank fechou em alta de 0,8% em Frankfurt, onde o índice Xetra DAX encerrou com ganho de 1,18%, em 5.573,51 pontos.

Já o índice CAC 40, da Bolsa de Paris, fechou em baixa de 0,48%, revertendo ganhos do meio da sessão. Os bancos lideraram as perdas, com Crédit Agricole caindo 11% e BNP Paribas recuando 7,6%, em meio aos temores de que a Moody’s possa rebaixar o rating da dívida da Itália em breve. Em Milão, o índice FTSE MIB caiu 0,65%, em 14.547,38 pontos, com os investidores realizando lucros antes da esperada decisão da Moody’s.

A Bolsa de Madri fechou em alta de 0,61%, para 8.388,40 pontos, mantendo os ganhos da sessão do dia anterior. Em Portugal, a Bolsa de Lisboa subiu 0,86%, chegando a 6.147,45 pontos. Os ministros de Finanças da zona do euro se encontraram na cidade polonesa de Wroclaw, para tentar reparar algumas das divergências que têm minado os esforços para resolver o aprofundamento da crise da dívida soberana da Europa.

O primeiro-ministro de Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, disse em entrevista coletiva hoje na Polônia que uma decisão sobre o próximo pagamento da ajuda à Grécia deve ser tomada em outubro. Ele também afirmou que os ministros “fizeram progressos” na disputa por causa da insistência da Finlândia em receber um colateral em troca de seu apoio ao segundo pacote de ajuda aos gregos.

O secretário do Tesouro, Timothy Geithner, disse que as divisões entre o Banco Central Europeu (BCE) e os governantes na Europa são “muito prejudiciais” e é preciso que as autoridades trabalhem juntas para retirar o “risco de catástrofe” dos mercados. As informações são da Dow Jones.