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O governo da Bahia deu início às obras da Ponte Salvador–Ilha de Itaparica, empreendimento de R$ 11 bilhões que promete se tornar a maior ponte sobre o mar da América Latina. Com 12,4 quilômetros de extensão, a estrutura ligará Salvador à Ilha de Itaparica e integra um sistema rodoviário mais amplo, composto ainda por novos acessos viários na capital, uma via expressa na ilha e a duplicação de um trecho da BA-001.
A cerimônia de lançamento foi realizada no dia 1º de julho e contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues. O projeto será executado por uma concessionária formada pelas empresas chinesas China Communications Construction Company (CCCC) e China Railway Construction Corporation (CRCC), dentro de uma parceria público-privada com o governo estadual. Segundo o contrato, o investimento é compartilhado entre os parceiros, com participação de capital chinês.
O trecho principal da ponte terá quatro faixas de rolamento e um segmento estaiado de cerca de 682 metros, com vão livre de 85 metros de altura para permitir a passagem de navios de grande porte pela Baía de Todos-os-Santos. A previsão é de que a construção dure cinco anos. Depois disso, a concessionária ficará responsável pela operação e manutenção do sistema por 29 anos, com cobrança de pedágio.
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De acordo com o governo baiano, a nova ligação deve reduzir em cerca de duas horas o tempo de deslocamento entre Salvador e municípios do Baixo Sul do estado. A expectativa oficial é que aproximadamente 10 milhões de pessoas, distribuídas em cerca de 250 municípios, sejam beneficiadas pela obra. O governo também estima que caminhões que hoje utilizam rotas alternativas deixem de percorrer até 200 quilômetros em determinados trajetos, reduzindo custos logísticos.
Além da ponte, o projeto contempla 4,4 quilômetros de novos acessos em Salvador, uma via expressa de aproximadamente 22 quilômetros na Ilha de Itaparica e a recuperação e duplicação de oito quilômetros da BA-001, entre Tairu e a Ponte do Funil.
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Segundo a concessionária, cerca de 300 trabalhadores já atuam nos canteiros de obras, que receberam mais de 4,7 mil toneladas de equipamentos e materiais. A expectativa é que o pico das obras gere aproximadamente 7 mil empregos. A empresa também afirma que 27 fornecedores brasileiros já foram contratados para fornecer materiais e equipamentos.
A construção utilizará uma plataforma operacional sobre a água, tecnologia empregada em grandes projetos de infraestrutura na China e ainda inédita na América Latina. Segundo a concessionária, a estrutura permitirá o deslocamento de trabalhadores e equipamentos ao longo da obra e reduzirá a necessidade de embarcações de apoio durante a execução do projeto.
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Quando concluído, o sistema deverá receber cerca de 28 mil veículos por dia, de acordo com as estimativas da concessionária e do governo estadual.