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Magro crescimento francês dá pouco alívio a Sarkozy

Pesquisas de opinião indicam que o poder de compra hesitante e o desemprego em alta são as principais preocupações dos eleitores

Por Da Redação
28 mar 2012, 08h44

A França arrancou um crescimento econômico de 0,2% no último trimestre de 2011, evitando a recessão, mas com a estagnação do poder de compra dando ao presidente Nicolas Sarkozy pouco alívio antes da eleição presidencial do próximo mês.

Confirmando estimativas preliminares, os dados do quarto trimestre da agência nacional de estatísticas INSEE mostraram nesta quarta-feira que a França atingiu crescimento de 1,7% para todo o ano de 2011, e afastou a ameaça de uma recessão antes da eleição.

O gasto das famílias, tradicional motor de crescimento da economia francesa, focada no consumidor, subiu 0,2% no quarto trimestre, ainda que o poder de compra tenha crescido apenas 0,1% quando ajustado pela inflação.

Pesquisas de opinião indicam que o poder de compra hesitante e o desemprego em alta são as principais preocupações dos eleitores antes das eleições de 22 de abril e 6 de maio.

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No entanto, Sarkozy aprovou os números, destacando que “sinais de recuperação sugerem que a economia francesa está chegando ao fim do túnel”, disse a porta-voz do governo Valerie Pecresse.

Mas os economistas do Barclays Capital Marion Laboure e Fabrice Montagne disseram ser provável uma estagnação nos dois primeiros trimestres do ano, o que negaria a Sarkozy a vantagem de uma recuperação para ajudar a polir suas desbotadas credenciais econômicas.

“A deterioração no mercado de trabalho desde junho de 2011 e os altos preços da energia estão pesando sobre o rendimento real disponível das famílias, enquanto mais consolidação orçamentária diminuirá o consumo do governo”, escreveram em uma nota de pesquisa.

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“Acreditamos que a recuperação só virá mais tarde este ano e se desenvolverá ao longo de 2013”, acrescentaram.

O oponente socialista de Sarkozy, François Hollande, questionado sobre o relatório da INSEE na rádio Europe 1, disse que a situação econômica na França manteve-se “muito difícil”, com alto desemprego e um crescimento mais ou menos congelado.

(Com agência Reuters)

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