Mães que criam filhos sozinhas podem ganhar prioridade em vagas de emprego
Projeto aprovado pela CCJ da Câmara determina que mães solo terão prioridade em vagas em programa federal de emprego
Mães que criam seus filhos sozinhas, as chamadas mães solo, poderão ganhar prioridade no preenchimento de vagas de emprego. Essa possibilidade ficou mais próxima com a aprovação, nesta quarta-feira 8, do Projeto de Lei 1716/25 pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. O texto altera as regras do Sistema Nacional de Empregos (Sine), a fim de priorizar mulheres que chefiam suas famílias.
O Sine é um programa federal de preenchimento de vagas criado em 1975 e acessível a todos os cidadãos brasileiros. Para se candidatar, os interessados devem se cadastrar no portal Emprega Brasil, mantido pelo Ministério do Trabalho e Emprego, e fornecer dados básicos como contato, experiência profissional e formação educacional. O sistema então cruza os dados dos candidatos com as vagas cadastradas em sua base.
O PL 1716/25, aprovado hoje, determina que caso não sejam preenchidas as vagas reservadas a mulheres em situação de violência doméstica e familiar, o saldo deverá ser destinado, sucessivamente, a mães solo, a mulheres em geral e ao público em geral. Autora do projeto, a deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) afirmou que as mães solo enfrentam “dificuldades estruturais” no mercado de trabalho que as empurram, muitas vezes, para a informalidade.
O texto tramita em caráter conclusivo, isto é, não precisa ser votada pelo plenário da Câmara e seguirá direto para a tramitação no Senado. Antes da CCJ, o projeto já havia sido aprovado pelas comissões do Trabalho e dos Direitos das Mulheres.






