Lula fica 1h com Trump no telefone e fala de tarifas, guerras e PCC
Conversa aconteceu na manhã desta sexta-feira, 21
O Presidente Lula telefonou esta manhã, 21, para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na conversa, que, de acordo com comunicado do Planalto, durou uma hora e vinte minutos, os líderes falaram sobre temas como as tarifas, o combate ao crime organizado no Brasil e também a necessidade de solução para conflitos como o da Ucrânia e do Irã.
A conversa transcorreu em tom amistoso e cordial, segundo a nota. Ainda não há, contudo, informações referentes a um eventual acordo ou negociação entre os dois países.
Sobre mais a recente imposição de novas tarifas dos Estados Unidos ao Brasil, Lula voltou a enfatizar a argumentação do governo brasileiro de que as alegações que basearam a medida são infundadas.
No último mês, a administração de Trump impôs duas novas tarifas ao Brasil, em substituição às anteriores, consideradas ilegais e derrubadas pela Suprema Corte no início deste ano: uma de 25%, em retaliação ao que o governo americano considerou práticas comerciais desleais do Brasil (como o Pix e as medidas de proteção ao etanol), e outra de 12,5%, aplicada sobre todos os países acusados de trabalho forçado pelos Estados Unidos.
Crime organizado
O presidente brasileiro reiterou o interesse brasileiro na cooperação com os Estados Unidos no combate ao crime organizado e destacou a estratégia do país de asfixiar financeiramente a criminalidade. Os comentários são uma resposta à medida dos americanos que incluiu as facções brasileiras PCC e o Comando Vermelho na lista de terroristas, o que gerou críticas domésticas por abrir brechas de intervenções do governo dos EUA sem passar pelo intermédios das autoridades brasileiras.
Guerras
Ainda de acordo com a secretaria de comunicação do Planalto, os dois líderes trocaram impressões sobre os principais conflitos globais, em especial as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio. Ambos concordaram sobre a urgência de encontrar uma solução negociada para o conflito entre Rússia e Ucrânia, que já se estende por quase cinco anos.







