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Lula fala em ‘momento extraordinário’ da economia às vésperas do PIB do 3º tri

Amanhã o IBGE divulga o PIB do terceiro trimestre, e Lula antecipou otimismo: disse que o país vive “um bom momento econômico”.

Por Camila Pati Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 dez 2025, 09h14
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Na véspera da divulgação do PIB do terceiro trimestre pelo IBGE , os dados saem nesta quinta-feira, às 9h, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu entrevista à TV Verdes Mares, no Ceará, falou sobre o desempenho recente da economia. Segundo ele, o país vive “um bom momento econômico” e entra em 2026 com indicadores que, na sua avaliação, mostram força do mercado de trabalho, maior renda e inflação controlada.

As projeções do mercado são de variação positiva do PIB entre 0,1% e 0,3% no terceiro trimestre, apontando para uma desaceleração. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), uma espécie de termômetro mensal do PIB, caiu 0,24% em setembro frente a agosto, na série com ajuste sazonal. Entre julho e setembro, a economia encolheu 0,9% na comparação com o trimestre anterior.  Em relação a setembro de 2024, a atividade ainda cresce 2%, acumulando alta de 3% em doze meses.

“Nós estamos vivendo um bom momento econômico. A inflação é a menor inflação acumulada em quatro anos. Nós temos a economia crescendo, nós temos o desemprego mais baixo da história do Brasil. A massa salarial é a mais alta da história do Brasil. Nós temos o salário mínimo crescendo todo ano”, afirmou.

Lula disse que a combinação de renda, emprego e investimentos externos está sustentando um ambiente de otimismo. “Nós estamos vivendo um momento muito extraordinário com a entrada de capital externo no Brasil”, declarou, acrescentando que vive “um momento muito, muito, muito especial da minha vida, mas muito especial”.

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Apesar do otimismo do presidente,  o governo brasileiro caminha para fechar 2025 com um déficit primário superior a R$ 70 bilhões, segundo as previsões consolidadas do Prisma Fiscal para o mês de novembro, do Ministério da Fazenda.

Crescimento da economia

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O presidente também lembrou que, historicamente, o país só superou a marca de 3% de crescimento em poucas ocasiões. “Sabe qual foi a última vez que o Brasil cresceu acima de 3%? Foi quando eu era presidente da República. Depois que eu saí da presidência, nunca mais o Brasil cresceu acima de 3%. Foi preciso eu voltar para que o Brasil voltasse”, disse, numa fala em tom político. Os especialistas do mercado financeiro, no entanto, projetam crescimento menor que 3% para este ano. O Boletim Focus desta semana aponta para um avanço de 2025  e de 1,76% em 2026.

Lula ainda mencionou o impacto das mudanças no Imposto de Renda e da recuperação de valores previdenciários pagos indevidamente. “Nós já devolvemos dinheiro para 3,9 milhões de aposentados… Isso vai injetar o ano que vem na economia por volta de R$ 28 milhões”, afirmou. Ele também agradeceu ao Congresso pela aprovação da faixa de isenção ampliada: “O Brasil não pode continuar sendo um país tão desigual em que o pobre paga mais imposto proporcionalmente do que o rico”.

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