Assine VEJA a partir de R$ 9,90/mês.

Lucro do Itaú sobe 10,9% no 3º tri com alta na carteira de crédito

Para pessoas físicas, a linha que mais cresceu foi o cartão de crédito, com alta de 21,4%

Por da Redação - Atualizado em 5 nov 2019, 10h14 - Publicado em 5 nov 2019, 10h07

O Itaú, maior banco brasileiro, informou que teve lucro líquido recorrente de 7,16 bilhões de reais no terceiro trimestre do ano, avanço de 10,9% ante ao mesmo período de 2018. O aumento, segundo o balanço divulgado na noite de segunda-feira 4,  está associado ao crescimento da carteira de crédito da instituição.

De acordo com o Itaú, os empréstimos no Brasil subiram 11,7% no período, puxados pelas concessões para pessoas físicas e para micro, pequenas e médias empresas. Juntas, as duas carteiras registraram 313,8 bilhões de reais, alta de 17,3%. O banco também tem operações em países da América Latina.

Para pessoas físicas, a linha que mais cresceu foi o cartão de crédito, com alta de 21,4%. Em seguida vieram as modalidades de crédito pessoal e veículos, com crescimentos de 18,5% e 18%. A carteira de micro, pequenas e médias empresas teve alta de 24,5% no período. Com a expansão dos empréstimos, o custo dos empréstimos (previsão de perda esperada por falta de pagamento) subiu 37,8%. 

O banco ressalta que o trimestre com aumento na carteira de crédito também foi marcado por redução da taxa de juros em alguns produtos. “O trimestre ainda foi marcado pelo fato de o Itaú ter liderado o movimento de redução da taxa de financiamento imobiliário entre os bancos privados, repassando integralmente aos clientes a redução da Selic.”

Publicidade

A instituição manteve as projeções de crescimento para este ano, para o qual prevê alta entre 8% a 11% para a carteira de crédito e um avanço de 12,5 bilhões de reais a 15,5 bilhões de reais no custo de crédito.

Demissões

Ainda no balanço, o banco anunciou que 3.500 funcionários aderiram ao PDV (programa de desligamento voluntário). O valor total do programa é de 2,4 bilhões de reais. Segundo o banco, trata-se de uma despesa não recorrente. O PDV impactou o lucro contábil da instituição, que caiu 10,7%, para 5,576 bilhões de reais.

Publicidade