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Lucro do espanhol Santander cai 8% no 2º trimestre

No Brasil, saldo é positivo em R$ 1,766 bilhão

Em junho, o presidente do banco, Emílio Botín, afirmou acreditar que o Brasil vai superar a Espanha como o maior contribuinte para os lucros do grupo neste ano

O lucro líquido do banco espanhol Santander caiu 8% no segundo trimestre deste ano, informou hoje a empresa. No período, a fraqueza no mercado da Espanha contrabalançou o desempenho forte no Brasil e no Reino Unido. O banco teve lucro de 2,23 bilhões de euros (US$ 2,91 bilhões) no segundo trimestre, em comparação com os 2,42 bilhões de euros do mesmo intervalo de 2009.

Os resultados ficaram em linha com as expectativas dos analistas, que esperavam lucro de 2,25 bilhões de euros. Os ganhos do banco foram ajudados pelas aquisições feitas nos últimos anos no Brasil e no Reino Unido. Em junho, o presidente do banco, Emílio Botín, afirmou acreditar que o Brasil vai superar a Espanha como o maior contribuinte para os lucros do grupo neste ano. Isso é parcialmente um efeito colateral do ambiente fraco na Espanha, onde o Santander está tendo de separar mais recursos para cobrir empréstimos ruins. Além disso, o crédito está diminuindo.

Os empréstimos inadimplentes aumentaram para 3,37% do crédito total no fim de junho, ante 2,82% um ano antes e 3,34% no fim de março. O Santander separou 2,48 bilhões de euros para cobrir perdas com empréstimos no segundo trimestre, um valor levemente maior que no mesmo período do ano passado.

O Santander também informou que, nos seis primeiros meses deste ano, o lucro líquido do banco somou 4,45 bilhões de euros, 1,6% a menos que no mesmo período de 2009. Botín reiterou que o grupo está no caminho certo para repetir o lucro líquido registrado no ano passado, de 8,94 bilhões de euros. O executivo disse ainda que o banco vai pagar cerca de 0,60 euro por ação em dividendos, ou metade do lucro. “Isso é possível graças ao nosso balanço financeiro e a nossa diversificação geográfica”, acrescentou.

No Brasil – O banco registrou um lucro líquido no Brasil de R$ 1,766 bilhão no segundo trimestre de 2010, um resultado 9,4% maior que o do segundo trimestre de 2009, de R$ 1,613 bilhão. Os dados estão no padrão IFRS de contabilidade. Pelo mesmo padrão, o resultado do primeiro semestre deste ano foi de R$ 3,529 bilhões, o que indica uma alta de 44% em relação aos R$ 2,445 bilhões do primeiro semestre de 2009, incluindo as participações minoritárias.

No padrão BRGaap de contabilidade, o lucro líquido consolidado do banco no primeiro semestre de 2010 foi de R$ 2,016 bilhões, incluindo despesas com amortização de ágio, ante R$ 1,006 bilhão no mesmo período do ano passado. Também pelo BRGaap, os ativos totais do banco encerraram junho em R$ 374,815 bilhões, um resultado 15,7% superior na comparação com junho de 2009. Já a carteira total de crédito do banco fechou junho em R$ 150,837 bilhões, um crescimento de 9,9% ante os R$ 137,268 bilhões de junho de 2009. O patrimônio líquido ficou em R$ R$ 65,325 bilhões em junho de 2010, um aumento de 32% em relação aos R$ 49,382 bilhões anotados no mesmo mês do ano passado.

(Com Agência Estado)