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Lucro do BB fica estável em R$ 2,5 bi no 3º trimestre

Por Altamiro Silva Júnior

São Paulo – O Banco do Brasil (BB) anunciou hoje lucro líquido de R$ 2,573 bilhões no terceiro trimestre. O resultado representa estabilidade ante o mesmo período do ano passado, quando foi de R$ 2,578 bilhões, considerando o ganho sem efeitos extraordinários. No acumulado do ano até setembro, o resultado do banco foi de R$ 8,726 bilhões, expansão de 25%.

O aumento foi decorrente da expansão da carteira de crédito, que fechou setembro em R$ 441,57 bilhões, incluindo as operações de avais e fianças. Ante o mesmo mês de 2010, houve aumento de 21%. Na comparação com o segundo trimestre, cresceu 4,5%. A carteira de pessoa física cresceu 17% e a de pessoa jurídica, 21,6%, ambos em 12 meses.

Os ativos totais do BB fecharam o terceiro trimestre em R$ 949,8 bilhões, aumento de 19% em 12 meses. O patrimônio líquido cresceu 17,7% e ficou em R$ 56,7 bilhões.

O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio foi de 22,6% no terceiro trimestre, considerando o lucro contábil, e de 20% considerando o lucro recorrente. Em ambos os critérios o indicador apresentou queda: no terceiro trimestre de 2010, o retorno levando-se em conta o lucro contábil era de 26,2%, e o recorrente, 25,7%.

O BB também divulgou lucro líquido atribuível ao controlador de R$ 2,891 bilhões, que inclui efeitos extraordinários (como provisões para planos econômicos e efeitos tributários), no qual teve alta de 10%. No acumulado do ano, esse resultado ficou em R$ 9,154 bilhões, aumento de 19%.

Inadimplência

As taxas de inadimplência do Banco do Brasil, considerando os atrasos acima de 90 dias, fecharam setembro em 2,1%. O indicador teve ligeira alta quando comparado ao trimestre anterior, quando estava em 2%. A tendência foi a mesma dos outros grandes bancos privados, que também apresentaram elevação do indicador. Quando comparado com setembro do ano passado, a taxa está menor. Naquele mês a inadimplência estava em 2,7%.

As despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa apresentaram crescimento de 5,9% ante o segundo trimestre, chegando a R$ 3,259 bilhões. Na comparação anual, houve queda de 3,6%. O BB não constitui provisões extras para devedores duvidosos no terceiro trimestre.

Financiamento imobiliário

A carteira de financiamento imobiliário do Banco do Brasil cresceu 105% no terceiro trimestre comparado ao mesmo período de 2010, fechando o período com saldo de R$ 5 bilhões. Na comparação com o segundo trimestre deste ano, a alta foi de 20%. Foi o segmento que mais cresceu dentro da carteira de crédito do BB.

A carteira de pessoa física teve alta de 17% e a de pessoa jurídica, 21,6%, ambas em 12 meses. Na comparação com o segundo trimestre, a expansão foi de 2,6% e 4,1%, respectivamente. Um dos destaques no varejo foi o financiamento de veículos, que cresceu 24% na comparação anual.

Na pessoa jurídica, o BB destaca que a expansão foi puxada pelas operações de grandes empresas, que têm tomado crédito tanto em linhas tradicionais, como capital de giro, como por meio da subscrição de papéis privados (a empresa emite debêntures e o banco compra os papéis). A expansão dessa carteira foi de 16% nos 12 meses encerrados em setembro.