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Lucro do Banco do Brasil cai mais de 60% no 2º trimestre

Contudo, ao excluir itens extraordinários do resultado, instituição registrou crescimento de 14% ante 2013

O Banco do Brasil encerrou o segundo trimestre de 2014 com lucro líquido de 2,829 bilhões de reais, queda de cerca de 62% ante o saldo positivo de 7,472 bilhões de reais registrados no mesmo período de 2013. No ano passado, o resultado foi impulsionado pela bilionária oferta pública inicial de ações (IPO) de sua subsidiária BB Seguridade. Contudo, ao excluir itens extraordinários, o lucro líquido ajustado subiu 14%, passando de 2,6 bilhões de reais no segundo trimestre de 2013 para 3 bilhões de reais neste ano.

Lucro líquido x

Lucro ajustado

O lucro líquido contábil é o resultado das receitas menos as despesas (incluindo impostos e investimentos). A diferença dele para o lucro líquido ajustado é que, no último, é também descontado qualquer efeito extraordinário (não usual) que influenciou o resultado no período.

O índice de inadimplência (operações vencidas há mais de noventa dias) ficou em 1,99% no trimestre encerrado em junho, acima do indicador de janeiro e março (1,97%) e de igual período do ano anterior (1,87%). As provisões para perdas com inadimplência totalizaram 4,570 bilhões de reais, alta de 9,2% na comparação trimestral e de 8,4% na comparação anual.

Já a carteira de crédito encerrou junho em 718,754 bilhões de reais, aumento de 2,8% ante março e de 12,5% em doze meses. A carteira no Brasil somou 665,553 bilhões de reais, avanço de 13,8% na comparação anual.

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Comparando o segundo trimestre de 2013 com o de 2014, as receitas com tarifas subiram 4,2%, para 6,169 bilhões de reais. As despesas com pessoal e outros gastos administrativos avançaram 6,4% e 7,7%, respectivamente. No período, a instituição reduziu seu quadro de funcionários em 2,17 mil, para 111.547 trabalhadores.

O BB terminou o primeiro semestre com índice de Basileia (mede a capacidade financeira do banco de suportar riscos de perdas) de 14,19%, abaixo dos 15,92% de 2013 e acima dos 13,84% ao final de março. O Conselho de Administração do BB ainda aprovou a distribuição de 216,42 milhões de reais em dividendos.

A previsão de crescimento do BB para 2014 manteve-se entre 14% e 18%, mas a estimativa de receita com tarifas recuou de 9% a 12% para 6% a 9%. O banco está adotando uma estratégia de fidelização de clientes e redução das operações de mercado de capitais.

(Com agência Reuters)