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Lucro do BB cai 40,8% no segundo trimestre em relação a 2015

Banco cortou projeção para crescimento de sua carteira de crédito ampliada neste ano para intervalo de queda de 2% a alta de 1%

O Banco do Brasil teve queda de 40,8% no segundo trimestre de 2016 em relação ao mesmo período do ano passado, um lucro de 1,8 bilhão de reais no período. Quando comparado ao trimestre anterior, a queda ficou em 18%, a 2,465 bilhões de reais, em resultado com aumento de provisões para perdas com crédito e revisão de projeções para o ano.

O banco cortou a projeção para o crescimento de sua carteira de crédito ampliada neste ano para o intervalo de queda de 2% a alta de 1%. A previsão anterior era de expansão entre 3% e 6%.

O corte na projeção para os empréstimos ocorreu por conta de redução na expectativa para os financiamentos à pessoa jurídica para queda de 10% a 6% ante estimativa anterior de crescimento de 1% a 4% neste ano.

Já a expectativa para crescimento da margem financeira bruta passou de 7% a 11% anteriormente para 11% a 15%. No segundo trimestre, houve expansão de 17,5% sobre um ano antes, a 14,633 bilhões de reais.

A queda no lucro do segundo trimestre veio com crescimento na provisão para perdas com empréstimos, que disparou 59,5% sobre um ano antes, a 8,277 bilhões de reais. A linha também cresceu 9,5% sobre os três primeiros meses deste ano.

O aumento na provisão ocorreu com expansão no índice de inadimplência de operações vencidas há mais de 90 dias, que subiu de 2,60% no primeiro trimestre para 3,27% no final de junho, ficando acima dos 1,89% de um ano antes.

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O Banco do Brasil elevou em 12,8% as receitas com tarifas por serviços prestados, que atingiram 6,063 bilhões de reais no segundo trimestre. Na comparação com o primeiro trimestre, as receitas desta linha subiram 9,1%. O ganho com tarifas ajudou a elevar as receitas operacionais totais de produto bancário em 13,5%, a 23,687 bilhões de reais.

As despesas operacionais, porém, subiram 12,2% na comparação anual, para 13,010 bilhões de reais, avançando 2,7% sobre os três primeiros meses do ano.

(Com agência Reuters)