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Lucro da Vale cai 98,3% para R$ 60 mi no 2º trimestre

A forte queda do lucro é reflexo da queda do preço do minério de ferro e efeito da desvalorização cambial

Por Da redação 27 jul 2017, 09h31

O lucro líquido da Vale no segundo trimestre do ano somou R$ 60 milhões, recuo de 98,3% em relação ao observado no mesmo intervalo do ano anterior. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, a retração foi de 99,2%.

A forte queda do lucro é reflexo da queda do preço do minério de ferro no período analisado e ainda por conta da valorização do dólar em relação ao real, que afeta o resultado financeiro da empresa.

  • “O prêmio significativo do minério de ferro 65% foi compensado pelo grande desconto em alguns produtos de baixo teor de ferro e alta sílica que tiveram de ser vendidos diretamente sem blendagem”, destaca a companhia no documento que acompanha seu demonstrativo financeiro.

    A geração de caixa medido pelo Ebitda (lucro antes de juros,impostos, depreciação e amortização) ajustado foi a R$ 8,834 bilhões, aumento de 7,4% na relação anual, porém recuo de 34,7% no comparativo trimestral.

    A receita operacional líquida subiu 8,3% no segundo trimestre do ano para R$ 23,363 bilhões. Em relação ao primeiro trimestre do ano houve uma queda de 12,6%.

    A Vale viu seu lucro líquido cair quase 70 vezes no segundo trimestre do ano para US$ 16 milhões, ante um ganho de US$ 1,106 bilhão no mesmo trimestre do ano passado e de US$ 2,49 bilhões no primeiro trimestre deste ano. Segundo a mineradora, a queda do lucro reflete o recuo do preço do minério de ferro no intervalo analisado e variação cambial. Em relação ao trimestre imediatamente anterior houve retração de 14%.

    Dívida líquida

    A Vale reduziu sua dívida líquida em 19,5% no segundo trimestre do ano, para US$ 22,12 bilhões. O recuo do endividamento em relação ao primeiro trimestre do ano foi de 3%.

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    A dívida bruta da Vale no intervalo de abril a junho foi a US$ 27,852 bilhões, queda de 12,4% na relação anual e recuo de 6% no comparativo trimestral.

    Com isso, a alavancagem da companhia também caiu, em linha com a estratégia da empresa em reduzir esse indicador. Pelo cálculo da razão da dívida bruta pelo Ebitda ajustado, a alavancagem foi a 1,9 vez, antes 4,4 vezes no segundo trimestre do ano passado e de 2,1 vezes no período imediatamente anterior.

    O prazo médio da dívida aumentou ligeiramente para 8,1 anos em 30 de junho de 2017, informou a companhia. Já o custo médio da dívida, por sua vez, aumentou para 4,88% ao ano No fim de junho em relação a março.

    A companhia destaca, no documento que acompanha o seu demonstrativo financeiro, que neste ano há amortização de US$ 500 milhões da dívida, US$ 1,6 bilhão em 2018, US$ 3,5 bilhões em 2019, US$ 4 bilhões em 2020 e US$ 17,7 bilhões em 2021 em diante.

    Do total do endividamento da Vale, 57% está concentrado no mercado de capitais, 23% são empréstimos bancários e 20% com agências de desenvolvimento.

    (Com Estadão Conteúdo)

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