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Lucro da Tyson Foods cai 48% no 1º trimestre fiscal

Por Da Redação 3 fev 2012, 15h13

Por Gabriela Mello

Nova York – A processadora norte-americana Tyson Foods anunciou hoje que o seu lucro caiu 48% no primeiro trimestre fiscal, para US$ 156 milhões (US$ 0,42/ação), ante US$ 298 milhões (US$ 0,78/ação) no mesmo intervalo do ano anterior, devido à queda no volume de vendas de carne bovina e frangos. A receita, no entanto, subiu 9,4% no período, para US$ 8,33 bilhões, motivada pela alta dos preços dos produtos.

Analistas consultados pela Thompson Reuters previam lucro de US$ 0,33/ação sobre faturamento de US$ 8,3 bilhões. No trimestre acabado em 31 de dezembro de 2011, a margem bruta recuou de 9,8% para 5,9%, enquanto a operacional passou de 6,5% para 3,3%. As vendas da Tyson aumentaram nos últimos trimestres, conforme a crescente demanda de exportação de carnes suína e bovina permitiu à empresa repassar preços maiores aos consumidores, o que ajudou a minimizar a alta dos custos dos grãos.

O setor de frangos registrou um prejuízo operacional no quarto trimestre devido ao encarecimento dos grãos e à oferta abundante. Mas a companhia revelou que a divisão voltou a ser lucrativa em outubro e está aperfeiçoando as operações, à medida que a fraqueza da economia reduz o apetite do consumidor.

No primeiro trimestre fiscal, a unidade de frangos lucrou 82% menos devido à queda de 5,3% nos volumes vendidos, mas a receita subiu 5,5% por causa de um salto de 11% nos preços.

No segmento de carne bovina, o lucro caiu 73% no período, levando-se em conta um recuo de 8,5% nos volumes comercializados. Já o faturamento cresceu 8,9% diante de preços 19% maiores. A Tyson prevê condições de mercado desafiadoras pressionarão o resultado no segundo trimestre.

As operações de carne suína apresentaram um lucro 6,8% menor no primeiro trimestre fiscal, ainda que os volumes de venda tenham sido 2,6% maiores e os preços tenham subido 16%.

Em janeiro, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s Ratings elevou a perspectiva da Tyson para positiva, citando sua liderança de mercado, a eficiência operacional e a diversidade geográfica. A S&P atualmente atribui ao grupo uma nota BBB-, menor grau de investimento possível. As informações são da Dow Jones.

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