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Lucro da TAM cai 36% no 4o tri, mas yield cresce

SÃO PAULO (Reuters) – A companhia aérea TAM encerrou o quarto trimestre com lucro líquido de 95,5 milhões de reais, uma queda de 36,4 por cento na comparação anual, mas reversão de prejuízo sofrido no trimestre imediatamente anterior.

O resultado ficou abaixo da média das expectativas de seis analistas consultados pela Reuters, que estimava lucro de 203 milhões de reais no período, após lucro um ano antes de 150 milhões de reais e prejuízo de 619,7 milhões no terceiro trimestre.

O desempenho da última linha do balanço foi afetado por um aumento das despesas financeiras, que saíram de 4,4 milhões de reais no quarto trimestre de 2010 para 169,5 milhões de reais no último trimestre do ano passado, reduzindo o lucro líquido da TAM.

Apesar da queda no lucro, o yield da companhia (indicador do preço das tarifas) mostrou acréscimos de 8,9 por cento quando comparado ao quarto trimestre e de 11,4 por cento ante o terceiro trimestre, a 26,1 centavos de real.

As ações da empresa mostravam avanço após o balanço, subindo 1,33 por cento às 11h34, enquanto o Ibovespa tinha alta de 1,85 por cento.

A TAM informou que a receita por assento por quilômetro, o chamado Rask, mostrou incremento de 7 por cento no quarto trimestre em relação aos mesmos meses de 2010 e de 9,3 por cento ante o terceiro trimestre, para 18,1 centavos de real.

Já o custo por passageiro (Cask), registrou aumento de 5,2 por cento ante os três últimos meses de 2010 e de 20,2 por cento ante o terceiro trimestre, para 16,6 centavos de real. Porém, quando se exclui custos com combustível, o Cask caiu 4,5 por cento na comparação anual e subiu 6,5 por cento sobre o terceiro trimestre de 2011.

O Ebitdar (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortização e leasing de aeronaves) cresceu 20,7 por cento na comparação anual, mas recuou 28,2 por cento na comparação trimestral, para 611,9 milhões de reais, com margem de 17,1 por cento.

APERTO NA OFERTA

No balanço, a companhia aérea também mostra foco em rentabilidade, contendo a oferta de assentos em relação a 2011 e ao crescimento na demanda no mercado doméstico.

Enquanto a TAM estima um crescimento da demanda no mercado brasileiro em 2012 entre 8 e 11 por cento, a oferta da companhia será ampliada entre 0 e 2 por cento, numa estratégia semelhante à adotada pela Gol , que reduziu no início deste mês sua expectativa de aumento de capacidade de zero a 4 por cento para entre zero e 2 por cento.

Em 2011, a TAM aumentou sua oferta no Brasil em 9,5 por cento, ante estimativa de incremento de 10 a 14 por cento, em meio a uma redução no ritmo de expansão do mercado aéreo brasileiro no final do ano.

Com isso, a expectativa da empresa para frota em 2012 foi reduzida de manutenção em relação às 127 aeronaves de 2011 para 124 jatos.

A oferta mais contida deve ajudar na taxa de ocupação das aeronaves da TAM, que deve subir para entre 76 e 78 por cento após um índice médio de 73,4 por cento em 2011.

“MOMENTO HISTÓRICO”

Para o presidente do grupo TAM, Marco Antonio Bologna, a companhia atravessa “momento histórico” em meio aos preparativos para a fusão com a chilena LAN, entre eles uma oferta pública de ações.

“A operação acontecerá após a sua aprovação pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), no Brasil, pela Superintendência de Valores e Seguros (SVS), no Chile, e pela Securities Exchange Commission (SEC), nos EUA”, disse Bologna no balanço.

Ele lembrou que após revisão dos números relacionados à fusão, foi possível estimar que, juntas, TAM e LAN vão gerar sinergias anuais entre 600 milhões e 700 milhões de dólares. Anteriormente, a estimativa era de cerca de 400 milhões de dólares por ano.

(Por Carolina Marcondes)