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Lucro da Oi cai com aumento de despesas financeiras

Companhia registrou resultado líquido de R$$ 228 milhões, 13% menor do que um ano antes

Por Da Redação - 15 Maio 2014, 11h18

A operadora de telecomunicações Oi viu seu lucro cair 13% no primeiro trimestre deste ano ante o mesmo período do ano passado, para 228 milhões de reais, em meio a maiores despesas financeiras. Segundo comunicado da companhia, por outro lado, sua geração de caixa subiu, impulsionada pela venda de torres móveis.

As despesas financeiras líquidas da companhia cresceram 57,1% entre janeiro e março, para 1,2 bilhão de reais, com juros maiores em consequência do maior endividamento da empresa e da alta da Selic. A depreciação do real frente ao dólar, o pagamento de contingências e a variação sobre investimentos no exterior também influenciaram negativamente.

Contudo, a geração de caixa da empresa, medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), somou 2,957 bilhões de reais nos três primeiros meses do ano, alta de 37,5% na comparação anual. O bom resultado foi atribuído à venda de torres móveis por 1,3 bilhão de reais. Excluindo este evento, o Ebtida cresceu 5,9%.

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Já o faturamento líquido da Oi foi de 6,877 bilhões de reais entre janeiro e março, queda de 2,3% na comparação anual. As receitas do segmento residencial somaram 2,552 bilhões de reais, queda de 0,1% sobre um ano antes, enquanto as com telefonia móvel caíram 6,5% contra o primeiro trimestre de 2013, a 2,166 bilhões de reais.

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A base pré-paga de clientes de telefonia celular subiu 3,8% sobre igual trimestre do ano passado e 1% sobre o quarto trimestre. Já a base de clientes nos serviços móveis pós-pagos, mais rentáveis, teve alta de 1% ante o mesmo período de 2013, com ligeiro avanço de 0,3% sobre o trimestre anterior.

A receita líquida média por cliente (ARPU, sigla em inglês) atingiu 73,60 reais no segmento residencial no período, aumento de 7% na comparação anual. No segmento móvel, a ARPU totalizou 18,5 reais, queda de 9,8% sobre um ano antes.

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A dívida líquida teve alta anual de 6,7%, para 30,291 bilhões de reais ao final do primeiro trimestre. Enquanto isso, o caixa disponível caiu 19,3%, a 4,166 bilhões de reais.

A operadora concluiu no início de maio sua oferta de ações para aumento de capital no contexto da fusão com a Portugal Telecom, com captação final bruta de 13,96 bilhões de reais, sendo 8,25 bilhões de reais em dinheiro e 5,71 bilhões de reais em ativos aportados pela operadora portuguesa.

(com agência Reuters)

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