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Lucro da espanhola Telefónica cai 27% no 2º trimestre

Por Da Redação 28 jul 2011, 08h00

Por Antonio Rogério Cazzali

Madri – A gigante espanhola de telecomunicações Telefónica informou que seu lucro líquido caiu 27% no segundo trimestre, em relação a igual período do ano passado, uma vez que suas receitas seguem impactadas pela crise na Europa que atinge a Espanha e devido ao aumento dos custos operacionais e baixa contábil de sua participação na Telecom Italia (TI).

A segunda maior companhia de telecomunicações da Europa, atrás apenas da britânica Vodafone, anunciou lucro líquido de 1,54 bilhão de euros (US$ 2,215 bilhões) no período, abaixo dos 2,12 bilhões de euros obtidos em igual período no ano passado.

As despesas operacionais cresceram 4%, chegando aos 10,13 bilhões de euros, com elevação de 5,7% nas despesas de pessoal. A receita da Telefónica cresceu apenas 2,2%, para 15,45 bilhões de euros, em meio à queda das vendas no mercado doméstico espanhol, compensada parcialmente pela boa expansão dos negócios em países da América Latina.

O lucro operacional antes de depreciação e amortização caiu 1%, para 5,73 bilhões de euros. Como resultado, a margem do lucro operacional antes de depreciação e amortização baixou de 38,3% para 37,1%.

O presidente da Telefónica, Cesar Alierta, prevê que a companhia atingirá suas ambiciosas metas anuais de lucratividade, acrescentando que o recente acordo fechado com os sindicatos para corte de até 6,5 mil funcionários na Espanha irá garantir a competitividade de suas operações domésticas.

Ele disse também que a fusão em andamento entre a unidades de telefonia móvel (Vivo) e fixa (Telesp) da Telefónica no Brasil deverá gerar sinergias entre 3,7 bilhões de euros e 4,6 bilhões de euros, “significativamente mais altas” do que o previamente estimado.

A companhia acrescentou ter assumido encargos de depreciação no valor de 353 milhões de euros, para contabilizar um corte previamente anunciado de 18% no valor contábil de sua participação na Telecom Italia. A Telefónica mantém esta participação em conjunto com um veículo de investimento que abrange também várias companhias italianas. As informações são da Dow Jones.

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