Longevidade feminina: como se planejar financeiramente para viver mais, segundo executivas
Evento de Andbank com Women Presidents Organization reúne especialistas para discutir investimentos, previdência e proteção de patrimônio ao longo da vida
Viver mais também exige preparar as finanças pessoais para um período maior de aposentadoria e para diferentes necessidades ao longo da vida. Esse foi o tema do evento atendido por Veja Negócios “Longevidade feminina: estamos preparadas financeiramente para viver mais e melhor?”, realizado pelo Andbank Brasil em parceria com a Women Presidents Organization (WPO), em São Paulo, nesta quarta-feira, 30. O encontro reuniu mulheres em cargos de alta liderança para discutir estratégias de investimento, previdência privada, seguros e sucessão patrimonial.
Fabiana Knack, private banker do Andbank, destacou que o planejamento de longo prazo ganha importância à medida que o período em que o patrimônio precisará sustentar diferentes projetos e despesas aumenta. Para ela, a independência financeira deve estar ligada à capacidade de adaptar os recursos às necessidades futuras. “O objetivo não é apenas acumular patrimônio, mas fazer com que os recursos acompanhem a evolução das necessidades de longo prazo”, afirma.
A especialista explica que, em relação aos investimentos, já há meio caminho andado: de acordo com estudos de instituições como a Warwick Business School e a Fidelity Investments, mulheres são mais responsáveis com seu dinheiro e estudam mais antes de investir, resultando em mais resiliência e, normalmente, retornos maiores. Ela diz que “geralmente buscamos mais conhecimento e segurança de justificativos, porque nos preocupamos com a família e uma série de outras coisas diferentes. Os investimentos das mulheres têm propósitos, enquanto homens tendem a se concentrar mais em resultados.”
Amanda de Oliveira, head da corretora de seguros do Andbank, chamou atenção para a necessidade de estruturar diferentes camadas de proteção financeira. Além dos investimentos de longo prazo, ela citou a reserva para situações emergenciais, seguros e planejamento patrimonial como componentes dessa estrutura. Em sua apresentação, a executiva aconselhou a construção de uma reserva de emergência de seis a doze meses para o custo de vida e que tenha um produto com muita liquidez. Ela chama de reserva de médio prazo, que serve para trocar de carro, imóvel ou proporcionar ensino superior para os filhos, por exemplo.
A previdência privada também foi apresentada como uma alternativa para organizar a renda futura e, dependendo da estrutura escolhida, facilitar a sucessão patrimonial. Talita Raupp, superintendente de produtos da Icatu Seguros, afirma que o instrumento pode ter diferentes finalidades além da aposentadoria. “A questão da aposentadoria é um dos atributos. Na verdade, a previdência pode ser utilizada de formas muito criativas”. Ela menciona como exemplos a garantia de renda para herdeiros, o planejamento de transferência de patrimônio e a liquidez à família durante um futuro inventário.
Durante o encontro, as palestrantes também trataram de seguros de vida, planejamento sucessório e formas de preservar a liquidez do patrimônio em diferentes momentos. A discussão passou ainda pela necessidade de considerar saúde, renda, família e legado na organização financeira de mulheres que podem passar décadas após a aposentadoria.







