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Lirio Parisotto é indicado para o conselho da Usiminas

Minoritários da siderúrgica mineira tentam avançar no conselho da empresa, que vive uma briga societária entre seus controladores, Nippon e Ternium

O empresário e acionista minoritário da Usiminas, Lírio Parisotto, foi indicado pela L.Par, fundo que reúne seus recursos, para ocupar uma cadeira no Conselho de Administração da Usiminas. Com isso, os minoritários da siderúrgica mineira tentam avançar no conselho da empresa, que vive uma briga societária entre seus principais controladores, Nippon e Ternium. Além de Parisotto, os minoritários tentam emplacar também para uma vaga no grupo o presidente da Associação de Investidores de Mercado de Capitais (Amec), Mauro Cunha.

O fundo L. Par, que é gerido pela Geração Futuro, conseguiu agrupar minoritários que correspondem a 5% do capital social da Usiminas para fazer o pleito para a chamada da Assembleia Geral Extraordinária (AGE), com o intuito de tentar recompor o conselho da companhia. O fundo de Parisotto tem cerca de 1% das ações ordinárias e 5% das preferenciais da Usiminas. A assembleia foi marcada, após aprovação do Conselho, para o dia 6 de abril.

O nome de Parisotto para o conselho da Usiminas já vinha sendo aventado ao longo dos últimos meses. O empresário estava disposto a se candidatar ao conselho na Usiminas e buscava ser um nome de “consenso”. Sua candidatura ficou em dúvida no momento em que um fundo do BTG Pactual, avançou no capital da Usiminas, alcançando atualmente 2,5% das ações ordinárias.

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Presidência – Além dos dois assentos no conselho, os minoritários querem, ainda, aproveitar o momento para terem sua presidência. O movimento coincide com um vácuo envolvendo a presidência do conselho de administração da Usiminas, já que a saída de Penido, o atual presidente, é dada como certa, já que sua permanência exigiria consenso entre Nippon e Ternium.

Sem nenhum acordo, as controladoras poderão ficar de fora no momento da escolha do presidente do conselho, função que poderá recair, assim, nas mãos dos minoritários, o que explica toda essa movimentação. A Usiminas possui nove conselheiros. Nippon e Ternium têm três indicados cada, um é representante dos empregados, um da Previdência Usiminas e um representante dos minoritários.

(Com Estadão Conteúdo)