Lionel Messi, o maior artilheiro das Copas, vale hoje menos que Endrick
Passe do atacante argentino não custa nem 10% do que valia no auge de sua carreira há dez anos
Lionel Messi já escreveu seu nome na história do futebol como o maior artilheiro de todas as copas com dezenove gols marcados até agora. O número ainda pode subir nesta sexta-feira 3, já que a seleção da Argentina enfrenta Cabo Verde às 19h (horário de Brasília), em partida válida pela segunda fase da Copa do Mundo de 2026. A equipe vencedora garante uma vaga nas oitavas de final. O sucesso de Messi dentro de campo, contudo, já não se reflete em seu valor de mercado. O passe do atacante argentino vale atualmente uma pequena fração de seu auge, há quase dez anos.
Segundo o site americano TransferMarkt, especializado no mercado de transferência de atletas, o passe de Messi hoje é avaliado em 15 milhões de euros (cerca de 88,5 milhões de reais pelo câmbio atual). Embora ainda represente uma fortuna para os pobres mortais, a cifra é apenas uma sombra dos 180 milhões de euros pelos quais era cotado em 2018, quando ainda defendia o clube espanhol Barcelona, que o contratou ainda adolescente e o projetou como um dos maiores jogadores de todos os tempos.
Ao se transferir para o francês PSG em 2021, seu passe já valia um terço daquela cifra – 60 milhões de euros. Dois anos depois, quando se mudou para o Inter Miami, houve nova depreciação e seu valor caiu para 35 milhões de euros. Desde então, a cifra encolheu regularmente até os atuais 15 milhões de euros. Como comparação, é quase o mesmo que os 11 milhões de euros atribuídos a Wagner Pina, lateral-direito e o jogador mais caro da seleção de Cabo Verde, e que atua no futebol turco pelo clube Trabzonspor.
Messi vale, também, menos da metade dos 40 milhões de euros pelo qual é cotado Endrick, centroavante que permanece no banco da Seleção Brasileira de Carlo Ancelotti nesta Copa. Revelado pelo Palmeiras e vendido para o espanhol Real Madrid, o brasileiro joga hoje pelo francês Olympique de Lion. Para os especialistas, o que pesa na trajetória de Messi é a idade. Com 39 anos de idade recém-completados, o argentino é visto como alguém em fim de carreira, enquanto Endrick e outros atletas que disputam este Mundial são jovens em ascensão. Com tantas marcas e tantos gols, a pergunta que fica é se tamanha desvalorização do argentino não passa de etarismo.
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