Especialista em obesologia, médico Louis Goldstein alerta para efeitos adversos causados pelo “chip da beleza”

Por LinoMix - Atualizado em 12 out 2019, 03h16 - Publicado em 26 ago 2019, 06h26

Os padrões impostos pela sociedade geram, em alto ritmo, uma série de receitas mágicas para emagrecimento e demais tratamentos estéticos. Muitas pessoas, então, acabam aderindo a essas alternativas sem pensar nas consequências. Depois de inúmeras dietas prejudiciais à saúde, como a hipocalórica com jejum intermitente, a nova tendência é o uso da Gestrinona, que ganhou o mercado com o nome de “chip da beleza”.

Composto hormonal criado inicialmente como método contraceptivo que acaba com todos os incômodos do ciclo menstrual e auxilia no tratamento da endometriose, o implante virou febre por suas consequências estéticas: diminuição da celulite e melhora na silhueta. E esse é o problema, afinal, os efeitos podem não parar por aí.

Especialista em obesologia após curso em Harvard, o médico Louis Goldstein vem alertando as pacientes que lhe perguntam sobre a tecnologia. Por conta dos riscos, o doutor tem tentado conscientizar as interessadas, recomendando outros tratamentos.  

“O implante é androgênico, então é uma via de mão dupla. Enquanto o lado feminino auxilia nesses fatores que agradam o mercado, a parte masculina pode trazer engrossamento da voz, muita acne, crescimento excessivo de pelos e até perda de cabelo. Por ser implantado na pele, o efeito é bastante rápido e muitas vezes irreversível”, pontua o profissional.

“A melhor via de administração seria vaginal em fórmula de gel “pentravan” reduzindo em até dez vezes o risco de androgenização”, acrescenta. 


Especialista em obesologia, o doutor recomenda outras técnicas para clientes que procuram saber sobre o "chip da beleza" (Reprodução/LinoMix)

Apesar dos problemas já comprovados e de conhecimento da comunidade médica, os chips ainda são alvo de pouco estudo. Fora do Brasil, inclusive, a procura pelo produto é bem menor, visto que não há esse foco na parte estética. 

“O mercado deu um nome enganoso ao composto. Utilizar hormônios apenas para fins estéticos pode ser extremamente prejudicial. Além disso, não há grandes laboratórios produzindo isso, o que aumenta ainda mais os riscos. Cada corpo reage de um jeito, é claro, mas o uso indiscriminado sempre é perigoso”, completa Louis Goldstein. 

Formado pelo IMIP de Pernambuco, pós-graduado em Nutrologia e especialista em medicina esportiva e longevidade saudável, Louis é uma das referências da Medicina no Recife e garante haver formas mais eficientes de resolver os problemas “solucionados” pelo implante que virou moda. 

“Há outras maneiras de aplicação de hormônios muito menos invasivas e perigosas. Além disso, também é possível tratar problemas como a endometriose com outras técnicas, ligadas diretamente ao estilo de vida das pacientes. Procurar um médico de confiança é o caminho mais indicado, sempre”, concluiu.

Estúdio LinoMix

Coordenação: Andrew Sousa | Texto: Andrew Sousa | Foto: Reprodução/LinoMix

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