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Líder dos republicanos diz que não deixará EUA darem calote

País deve aprovar, até 17 de outubro, aumento do teto da dívida que está em 16,7 trilhões de dólares

Por Da Redação - 3 out 2013, 14h34

Além da paralisação de alguns órgãos públicos que completa três dias nesta quinta-feira, os Estados Unidos se encontram diante de mais um impasse: o teto da dívida, que atualmente está em 16,7 trilhões de dólares, mas precisa ser elevado até 17 de outubro para que o governo americano tenha recursos suficientes para arcar o pagamento de juros de sua dívida. Contudo, segundo o jornal The New York Times, o partido Republicano está disposto a votar uma medida para impedir que o país dê o calote em sua dívida.

O NYT cita fontes do Congresso americano que afirmaram que o líder dos republicanos na Câmara dos Representantes, o deputado John Boehner, afirmou a outros congressistas que está determinado a evitar o calote, nem que para isso tenha de quebrar a regra Hastert – ela prevê que os republicanos votem medidas propostas pelos democratas apenas se a maioria do partido se manifestar a favor. Caso contrário, não há apoio.

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Os assessores de Boehner não confirmaram a informação, mas disseram ao NYT que o deputado sempre foi claro em relação ao desastre que um default pode causar na economia do país. “Mas ele também sempre foi claro sobre o fato de um aumento ‘limpo’ da dívida (ou seja, que não leva em conta contrapartidas) também não deve passar na Câmara”, disse um dos assessores, Michael Steel.

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Paralisação – Na terça-feira, o governo dos EUA deu início a uma paralisação parcial de suas atividades devido à falta de recursos para cobrir gastos federais. O ano fiscal 2012-2013 se encerrou na segunda-feira e Câmara e Senado não chegaram a um acordo sobre uma nova peça orçamentária. Com isso, o governo decidiu priorizar algumas atividades para poupar os escassos recursos e paralisou aquelas consideradas “não essenciais”.

O Congresso deve votar, além do texto da reforma da saúde (conhecido como Obamacare e foco principal de desentendimentos), um aumento do limite legal do endividamento do país. Esse também é um ponto de desentendimento entre os partidos americanos: republicanos dizem que só aprovarão o aumento do limite de endividamento do país se os democratas atenderem a uma série de exigências que incluem o adiamento do Obamacare em um ano, uma revisão tributária e o recuo em regulamentações de meio ambiente.

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