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Letônia torna-se o 18º país a aderir à zona do euro

Nesta quarta, a Grécia assume a liderança da União Europeia por seis meses

Por Da Redação - 1 jan 2014, 10h39

A Letônia celebrou o Ano Novo tornando-se o 18º membro da zona do euro. A moeda comum foi adotada pelo país do Báltico depois da meia-noite. O primeiro-ministro interino, Valdis Dombrovskis, sacou a primeira nota de euro de um caixa automático em uma cerimônia em Riga, na capital do país, depois que uma TV local exibiu saudações de líderes europeus ao país.

“É uma grande oportunidade para o desenvolvimento econômico da Letônia tornar-se membro da segunda principal moeda do mundo”, disse o premiê. Depois de aderir à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e à União Europeia (UE), em 2004, a entrada da Letônia na zona do euro foi vista como um passo natural e aprofundou a integração que o país e seus vizinhos do Báltico buscavam desde que saíram da União Soviética no início da década de 1990. “Aderir ao euro marca a conclusão da jornada de volta da Letônia ao coração político e econômico do nosso continente, e isso é algo para todos nós celebrarmos”, disse Olli Rehn, comissário da UE encarregado de assuntos econômicos e monetários.

Muitos letões, contudo, estão céticos sobre o euro. Pesquisas de opinião mostram que cerca de metade deles se opõe à troca de moeda, embora o apoio à medida tenha aumentado neste ano. Alguns estão relutantes em desistir da própria moeda, o lat, visto como um símbolo de independência. Também há preocupações sobre as turbulências financeiras da zona do euro nos últimos anos e um ressentimento em relação às medidas de austeridade impostas pelo governo para cumprir os rígidos critérios do bloco.

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Zona do euro – Também nesta quarta, a Grécia assume a presidência da União Europeia na esperança de mostrar ao bloco e ao mundo que superou seu pior momento e é parte do grupo de nações europeias “responsáveis”.

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Atenas ainda é vista com desconfiança pelos parceiros da União Europeia. Alguns analistas e agências acreditam que ela não tem condições de assumir a presidência do bloco e deveria se focar em seus problemas domésticos. Os gregos terão a inusitada tarefa de presidir a União Europeia pelos próximos seis meses enquanto negociam, ao mesmo tempo, uma redução e até um perdão de sua dívida com Bruxelas.

(com Estadão Conteúdo)

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