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Lemann e Buffett retiram oferta para unir Kraft Heinz e Unilever

A Kraft Heinz disse que a decisão de desistir do negócio foi tomada de forma amigável; na sexta, a Unilever já havia rejeitado a fusão

Por Da Redação Atualizado em 19 fev 2017, 16h43 - Publicado em 19 fev 2017, 16h40

A Kraft Heinz retirou oficialmente neste domingo a sua oferta de 143 bilhões de dólares para uma fusão com a Unilever, em um negócio que juntaria duas das maiores companhias do mundo na área de bens de consumo. A Kraft Heinz tem a Berkshire Hathaway, do bilionário americano Warren Buffett, e a 3G Capital, do bilionário brasileiro Jorge Paulo Lemann, como principais acionistas – juntos, eles possuem quase a metade do capital da empresa americana.

Em comunicado conjunto, as duas companhias disseram: “A Unilever e a Kraft Heinz têm alta consideração uma pela outra. A Kraft Heinz tem o máximo respeito pela cultura, a estratégia e a liderança da Unilever”. Portanto, a Kraft Heinz “amigavelmente concordou em retirar a proposta para combinar as duas empresas em uma só”.

O negócio uniria duas gigantes na produção de bens de consumo: a Unilever detém as marcas Hellmann’s, Magnum, Becel, Knorr e Lipton, em alimentos, e Dove, Rexona e Omo, em higiene e limpeza, entre outras. A Kraft Heinz tem marcas como a própria Heinz, o Kraft Mac and Cheese, Philadelphia, entre outras.

A oferta, oficializada na sexta-feira, foi recusada pela Unilever no mesmo dia. Segundo a companhia anglo-holandesa, a oferta equivalente a 50 dólares por ação “fundamentalmente subestima o valor da Unilever” (ainda que representasse um sobrepreço de quase 20% sobre a sua cotação). “A Unilever rejeita a proposta uma vez que não vê méritos, seja financeiro ou estratégico, para os acionistas da empresa. A Unilever não vê base para quaisquer discussões adicionais (a respeito a fusão)”, disse a companhia.

A negativa da Unilever e a desistência oficial da Kraft Heinz, no entanto, podem não significar necessariamente o fim do negócio. Muitas das maiores operações de fusão e aquisição no mundo passam por batalhas de convencimento de acionistas para que sejam concretizadas, depois de meses e muitas idas e vindas em negociações conflituosas.

 

 

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