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Leilão movimenta R$ 114,5 bi com deságio de 1,72%

Trata-se do maior montante financeiro já contratado em leilões de energia nova. Empreendimentos devem entregar energia contratada a partir de 2019

Por Da Redação - 28 nov 2014, 14h26

O leilão de energia A-5, realizado nesta sexta-feira, movimentou 114,5 bilhões de reais em contratos para fornecer energia a partir de 2019, informou a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Trata-se do maior montante financeiro já contratado em leilões de energia nova. Foram negociados 2.742,5 megawatts médios de energia, com preço médio de 196,11 reais por megawatt-hora (MWh) e deságio (diferença entre o valor máximo fixado e o da proposta da empresa) de 1,72%.

O resultado foi obtido mesmo sem a venda de energia de grandes usinas hidrelétricas, nem de empreendimentos solares. Dos 821 projetos de usinas geradoras habilitados para o leilão, 51 foram contratados por distribuidoras, sendo 36 eólicas, 12 termelétricas e três pequenas centrais hidrelétricas (PCH). A energia térmica vendeu a maior capacidade instalada, de 4.010 MW. Já os projetos de energia eólica representaram 925,95 MW.

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O presidente do conselho de administração da CCEE, Luiz Eduardo Barata, ressaltou que foi contratada toda a demanda pretendida a partir de 2019.”Se por acaso o mercado crescer (mais) realizaremos o leilão A-3, em 2016, para contratar”, disse Barata.

De acordo com o diretor da Aneel, André Pepitone da Nóbrega, o resultado do leilão foi um sucesso, com investimentos importantes. Ele ressaltou que um terço dos investimentos está no Rio Grande do Sul e outra parte importante em Pernambuco, os estados que se destacam. “Em termos de parques instalados, a Bahia tinha o maior número de usinas habilitadas e terá o maior número de empreendimentos a serem implantados.”

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Trinta e oito empresas fecharam contratos de compra, sendo a Cemig Distribuição a maior compradora, com 13,5% da energia negociada, seguida pela Celpa, com 8,78%. Do lado das geradoras, Tractebel, Copel e Renova estão entre as empresas que venderam eletricidade de projetos termelétricos e eólicos.

(Com Reuters e Agência Brasil)

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