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LBR, dona da Parmalat no Brasil, pede recuperação judicial

Com 1 bilhão de reais em dívidas, empresa possui o direito de usar nove marcas de lácteos; entre seus principais credores está o BNDES, que investiu 700 milhões de reais na criação da empresa por meio de seu braço de investimentos - a BNDESPar

A Lácteos Brasil (LBR), joint venture criada há cerca de dois anos para tentar consolidar diversas empresas do segmento de lácteos no país, entrou com pedido de recuperação judicial, informou nesta sexta-feira a Monticiano, que é uma das acionistas da companhia. “A empresa está pedindo um fôlego para os credores financeiros”, disse a empresa em comunicado, confirmando o pedido de recuperação judicial. “Já havia um plano de recuperação operacional e o que vai ser feito agora é aprofundar isso.”

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Também nesta sexta-feira, a companhia confirmou a saída do presidente-executivo Marcos Povoa, que será substituído por Rami Goldfajn. Um novo diretor-presidente, Nelson Bastos, será responsável pela reestruturação financeira da empresa.

Originada no final de 2010 a partir da fusão entre Bom Gosto e LeitBom, a LBR recebeu mais de 2 bilhões de reais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da GP Investments e da Laep, controladora da marca Parmalat no Brasil, pilotada pelo empresário Marcos Elias.

Hoje, a LBR tem endividamento de 1 bilhão de reais, sendo o BNDES um dos principais credores. O banco investiu, por meio da BNDESPar, nada menos que 700 milhões de reais no negócio.

Além da marca Parmalat, a LBR tem o direito de usar outras nove marcas, como Poços de Caldas e Boa Nata. Juntas, elas têm capacidade para produzir mais de 2 bilhões de litros de leite por ano, somam cerca de 5 mil funcionários e uma cadeia de 56 mil produtores de leite.

(Com Reuters)