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Lagarde não descarta saída da Grécia da zona do euro

Para a diretora do FMI, a situação seria extremamente custosa, mas seria obrigatória se Atenas não respeitar seus compromissos

Diretora do FMI, , Christine Lagarde, afirma que é preciso buscar uma forma de conciliar metas de crescimento com austeridade fiscal

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou nesta terça-feira que a saída da a Grécia da zona do euro é uma possibilidade arriscada. “Seria uma situação extremamente custosa e com grandes riscos, mas que somos obrigados a analisar de um ponto de vista técnico”.

Em uma entrevista à emissora de televisão France 24, Lagarde assinalou que, se o governo grego não respeitar os compromissos que contraiu, terá de proceder revisões, entre as quais não descartou uma saída ordenada da zona do euro. Outra possibilidade, segundo ela, seria conceder tempo e financiamento suplementares ao país, mas essa decisão caberia aos demais membros da zona do euro.

Lagarde afirmou que o futuro governo grego precisa respeitar o essencial desses compromissos e lembrou que as ações adotadas até agora por Atenas correspondem a seis pontos de seu Produto Interno Bruto (PIB).

Hollande e Merkel – A autoridade máxima do FMI, de passagem por Paris, afirmou ter se reunido com o novo presidente francês, François Hollande. Para Lagarde, é preciso buscar uma forma de conciliar as metas de crescimento propostas por Hollande com a austeridade fiscal defendida pela chanceler alemã, Angela Merkel. Hollande assumiu o governo nesta terça-feira e voou para Berlim para seu primeiro encontro com Merkel.

“Nos parece imperativo consolidar o orçamento para reduzir o déficit e diminuir o peso da dívida de todas as economias avançadas. Mas facilitar o crescimento é indispensável para reduzir o déficit e permitir a criação de empregos”, indicou.

Acordo – Lagarde mostrou-se convencida que Hollande e Merkel chegarão a um acordo e apostou em uma política monetária que favoreça o crédito e, nesse sentido, disse que o Banco Central Europeu tem margem para reduzir suas taxas de juros.

No entanto, a diretora destacou que a prioridade é a redução do déficit, que tem de ocorrer de forma mais rápida nos países em situação mais grave, como Grécia e Espanha, do que em outros, como a França. “É preciso enfrentar reformas estruturais. É um imperativo. Não dão resultados em três meses, mas a médio prazo. Espanha e Itália já o fizeram”.

(com agência EFE)

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