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Lagarde considera ajuda dos Brics à Europa ‘aceitável’

Por Nelson Almeida - 14 set 2011, 14h21

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), a francesa Christine Lagarde, considera “aceitável” a possibilidade de que os países emergentes que integram o bloco Brics ajudem a União Europeia a superar a crise econômica.

Em uma entrevista publicada pelo jornal italiano La Stampa, a dirigente do FMI classificou de “aceitável” a ideia de que os países do grupo – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – estejam dispostos a investir na Europa.

“A decisão de investir na Europa é de sua competência e o FMI não está em desacordo. Para nós, é uma hipótese aceitável”, afirmou, ao ser interrogada sobre a proposta do ministro brasileiro da Fazenda, Guido Mantega, de oferecer seus capitais para salvar a Europa.

“O interesse demonstrado pelos Brics é uma evolução interessante”, ressaltou.

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“Caso se limitem a comprar títulos de países que todos consideram seguros, como os alemães ou os ingleses, então não arriscam nada”, disse.

“Minha esperança é que, se decidirem intervir neste setor, tenham objetivos mais amplos e não se limitem a adquirir títulos de Estado seguros”, acrescentou.

As potências emergentes que integram o bloco Brics debaterão na próxima semana em Washington uma eventual ajuda à Europa, afetada pela crise da dívida soberana, informou na terça-feira em Brasília o ministro Mantega.

“Os Brics se reunirão na próxima semana em Washington e vamos discutir como fazer para ajudar a União Europeia a sair desta situação”, disse o ministro em uma breve declaração à imprensa, sem dar mais detalhes.

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Na quinta-feira, dia 22, está prevista em Washington uma reunião de ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais dos Brics, à margem das reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial.

De acordo com a presidente Dilma Rousseff, o Brasil está disposto a participar de um “esforço internacional” contra a crise econômica que afeta aos países ricos, disse ela nesta quarta-feira, um dia depois de Mantega anunciar que os Brics discutirão como ajudar a Europa.

“O Brasil estará sempre disposto a participar de qualquer esforço internacional” contra a crise, disse a presidente a jornalistas. Segundo ela, no entanto, o esforço maior depende dos próprios países envolvidos.

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