Kopenhagen investe R$ 42 milhões em reforma de lojas e vê vendas crescerem até 34%
Rede pretende modernizar mais 150 unidades em 2026 e chegar ao fim do ano com cerca de 70% das mais de 800 lojas no novo modelo
A Kopenhagen está acelerando a modernização de sua rede de lojas após investir 42 milhões de reais no projeto desde 2024. A companhia pretende reformular até 150 unidades ao longo de 2026 e chegar ao fim do ano com cerca de 70% de seus mais de 800 pontos de venda operando no novo formato.
A estratégia tem como objetivo atualizar a experiência nas lojas físicas e, ao mesmo tempo, aumentar o desempenho comercial das unidades. Segundo dados levantados pela própria empresa, as lojas que passaram pela mudança apresentaram potencial médio de incremento de 15% nas vendas em relação aos anos anteriores.
Nos casos em que a reforma foi acompanhada por mudança de endereço ou ampliação da área de vendas, o avanço potencial chegou, em média, a 34%. A empresa afirma ter observado ainda aumento do fluxo e da recorrência de clientes nas unidades modernizadas. “O retrofit é uma ferramenta de aceleração da modernização do parque e uma resposta direta à necessidade de manter a marca relevante no varejo físico”, afirma Fernando Vichi, CEO da Kopenhagen.
Até o fim de 2025, 52% da rede já operava no chamado layout 5. 0. No primeiro trimestre deste ano, outros 31 projetos foram concluídos. A meta agora é acelerar as reformas para alcançar aproximadamente sete em cada dez lojas até dezembro.
Do preto e dourado ao vermelho
A transformação também representa uma mudança na identidade visual das lojas. O antigo modelo, marcado pelo preto e dourado, está sendo gradualmente substituído por um formato que recupera o vermelho, tradicionalmente associado à marca.
Além da arquitetura, a Kopenhagen aposta em mudanças na forma como os consumidores compram chocolates. Um dos elementos do novo conceito é o “Mil Delícias”, uma gôndola no formato “pick and mix”, na qual o cliente monta a própria seleção de produtos e paga de acordo com o peso.
O novo desenho também amplia o espaço dedicado ao autoatendimento, permitindo que o consumidor circule pelas gôndolas e escolha os produtos com maior autonomia. A modernização faz parte da estratégia da companhia para reforçar as lojas físicas em um varejo no qual experiência e conveniência passaram a disputar espaço com os canais digitais. Com os resultados registrados nas primeiras unidades reformuladas, a empresa aposta que a atualização do ponto de venda pode funcionar não apenas como mudança estética, mas como instrumento para elevar as vendas da rede.





