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Justiça suspende demissões da Casas Bahia após fechamento de 298 lojas

Decisão manda varejista restabelecer vínculos de funcionários dispensados e cria novo obstáculo ao plano de corte de custos da companhia

Por Machado da Costa Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 19 ago 2026, 12h51
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O plano da Casas Bahia para cortar despesas com o fechamento de 298 lojas ganhou um obstáculo inesperado. A Justiça do Trabalho suspendeu as demissões coletivas feitas pela varejista e determinou o restabelecimento dos vínculos de trabalhadores dispensados nos últimos dias.

A decisão alcança demissões realizadas entre 13 e 17 de agosto. A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio estima que cerca de 1.900 funcionários tenham sido atingidos pelos cortes. A Casas Bahia terá cinco dias para restabelecer os vínculos e 48 horas para reativar benefícios como planos de saúde.

A ordem não determina a reabertura das lojas. Na prática, portanto, a companhia poderá ter de manter empregados remunerados mesmo depois de encerrar os pontos onde trabalhavam, até que negocie as dispensas com os sindicatos ou consiga reverter a decisão.

O problema aparece justamente quando a Casas Bahia tenta reduzir sua estrutura para recuperar rentabilidade e caixa. O fechamento das 298 unidades faz parte da segunda fase do plano de transformação do grupo, que prevê redução do quadro e das despesas para adequar a operação ao menor número de lojas.

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No balanço do segundo trimestre, a companhia reconheceu uma provisão de R$ 502 milhões relacionada à reorganização de pessoal e ao fechamento de unidades. A empresa informou à CVM que ainda não consegue estimar com precisão o impacto financeiro das medidas mais recentes.

A juíza também determinou que a Casas Bahia preserve e-mails, mensagens, apresentações, planilhas, atas e outros documentos relacionados ao plano de cortes desde janeiro.

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A Casas Bahia pode recorrer da decisão.

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