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Justiça bloqueia bens da KPMG para pagar credores do BVA

Empresa fazia auditoria no banco até ele ter sido liquidado pelo BC, em junho do ano passado

A 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo determinou que a empresa de auditoria KPMG coloque à disposição da Justiça seus bens no Brasil, como informou a revista Exame, da Editora Abril, a mesma que edita VEJA. A empresa está sendo investigada no âmbito do caso do BVA, banco que teve sua liquidação decretada em meados do ano passado e deixou um passivo de 6 bilhões de reais.

A KPMG era a responsável pela auditoria externa do BVA até ele ser liquidado pelo Banco Central em junho de 2013. A ideia é que os bens a serem bloqueados sejam usados para pagar credores da instituição financeira. Segundo a revista Exame, o juiz entendeu que há evidências de negligência da KPMG e de “ocultação de notícias sobre a existência dos graves fatos” apurados pelo Banco Central no BVA.

Em maio, já havia saído a notícia de que o BC encontrou indícios de crimes de fraudes contábeis, desvio de recursos, gestão temerária (irresponsável) e evasão fiscal no banco BVA durante a gestão do presidente da instituição Ivo Lodo, entre os anos de 2007 e 2012. No relatório final de inquérito, entregue em abril à Justiça, é apontado ainda conluio de gestores do fundo de pensão Petros em empréstimos irregulares.

Em resposta, a KPMG confirmou ao site de VEJA o “arresto de bens”, mas disse que “tomará as providências cabíveis” com apoio de seus assessores jurídicos e está convicta de que “tal decisão será totalmente revertida”. A empresa destacou ainda que suas operações seguem normalmente. “A KPMG Auditores Independentes irá colaborar com as autoridades da maneira mais transparente para o esclarecimento dos fatos.”

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