Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Justiça autoriza recuperação judicial da antiga MPX, de Eike

Eneva, hoje controlada pela alemã E.ON, tem um endividamento de 2,3 bilhões de reais

Por Da Redação 16 dez 2014, 20h37

A Eneva, antiga MPX, de Eike Batista, informou nesta terça-feira que o juiz da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro decidiu autorizar o processamento da recuperação judicial da companhia e de sua subsidiária, a Eneva Participações. O juiz decidiu, também, pela nomeação da Deloitte Touché Tohmatsu como administrador judicial.

Os planos de recuperação da Eneva e da Eneva Participações serão apresentados em até 60 dias. A empresa tem um endividamento da ordem de 2,3 bilhões de reais.

A empresa de energia, antiga MPX, entrou com pedido de recuperação judicial, em caráter de urgência, em 9 de dezembro. Atualmente, conforme o site da companhia, o maior acionista da Eneva é a alemã E.ON, com 42,9%, enquanto o empresário Eike Batista possui 20%.

Desta forma, a Eneva se junta a outras empresas ligadas a Eike que entraram em recuperação judicial, casos da petroleira OGX, da empresa de construção naval OSX e da MMX Sudeste Mineração, controlada pela MMX Mineração e Metálicos.

O pedido decorre do fato de não ter sido alcançado um acordo entre a companhia e instituições financeiras na implementação de um plano de estabilização visando ao fortalecimento da estrutura de capital e medidas para o reperfilamento de suas dívidas financeiras.

Continua após a publicidade

Leia também:

Eneva dá calote de mais de US$ 9 milhões no Credit Suisse

Eike Batista é processado por aprovar contas da ex-OGX irregularmente

Eike termina ‘tranquilo’ 1º dia de julgamento por crime financeiro

As demais subsidiárias da Eneva não foram incluídas no pedido de recuperação judicial e as usinas permanecem em operação normalmente.

(Com Estadão Conteúdo)

Continua após a publicidade

Publicidade