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Juros longos sobem com risco menor de ruptura

Por Da Redação
5 jul 2012, 16h51

Por Márcio Rodrigues

São Paulo – A reação dos investidores em juros à série de estímulos monetários de diversos bancos centrais se concentrou, mais uma vez, nas taxas com vencimentos mais longos. O mercado segue acreditando que o Banco Central promoverá mais duas reduções de 0,5 ponto porcentual na Selic e vê nas medidas anunciadas nesta quinta-feira um redutor do risco de ruptura internacional, apesar de evidenciarem o quão grave é a situação da economia global. Mas como tais ações devem surtir efeito positivo no futuro, houve reação em alta dos juros longos, enquanto as taxas de curto prazo ficaram praticamente coladas ao ajuste.

Assim, ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (95.780 contratos) estava em 7,62%, nivelado ao ajuste. O DI janeiro de 2014 (438.680 contratos) subia a 7,91%, de 7,88% na véspera. Entre os vencimentos mais longos, o DI janeiro de 2017 (46.050 contratos) marcava máxima de 9,43%, ante 9,33% anterior, enquanto o DI janeiro de 2021 (1.385 contratos) avançava para 10,06%, também na máxima, de 9,98% no ajuste.

Entre as quatro decisões de política monetária anunciadas nesta sexta-feira, a que trouxe maior surpresa veio da China. O gigante asiático reduziu a taxa de referência para empréstimos de um ano em 0,31 ponto porcentual, para 6,0%, e a taxa de referência para depósitos de um ano em 0,25 ponto porcentual, para 3,0%. A partir da decisão, os analistas do Barclays Capital avaliaram que os dados sobre o PIB do segundo trimestre, a serem anunciados em breve, devem estar mais fracos do que o previsto.

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Praticamente no mesmo horário, o Banco da Inglaterra (BoE) cumpriu o roteiro esperado, ao manter o juro básico em 0,5%, mas ampliou o seu programa de compra de bônus em 50 bilhões de libras, para 375 bilhões de libras. O Banco Central Europeu (BCE) também confirmou as expectativas e reduziu a taxa básica da região em 0,25 ponto porcentual, para 0,75%. Por fim, o Banco Central da Dinamarca cortou a taxa de depósitos bancários de 0,05% para -0,2% – pela primeira vez na história em terreno negativo -, enquanto a principal taxa de desconto foi reduzida de 0,45% para 0,2%.

No âmbito doméstico, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) informou que as vendas cresceram 22,9% em junho, ante maio. A produção, no entanto, caiu 2,6% em igual comparação. Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco WestLB, calculou que, em termos dessazonalizados, a produção de veículos subiu 1,8%. “Isso indica que o resultado da indústria como um todo pode ser um pouco melhor em junho, quando o IBGE anunciar os dados”, ponderou.

Já o nível de utilização da capacidade instalada (Nuci) da indústria, conforme a CNI, recuou para 80,7% em maio – o menor nível desde setembro de 2009. O gerente-executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, disse que o primeiro semestre já foi perdido para o setor industrial. “Foi um semestre negativo, mesmo com dados até maio”, afirmou.

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