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Juros futuros de curto prazo fecham em baixa na BM&F

Por Da Redação - 24 ago 2011, 16h51

Por Márcio Rodrigues

São Paulo – O mercado futuro de juros teve mais um dia volátil, mas as preocupações sobre a situação econômica global voltaram a prevalecer, fazendo com que os contratos futuros de depósito interfinanceiro (DI) de curto prazo de vencimento devolvessem prêmios. Segundo operadores, a queda de algumas commodities e a valorização do dólar preconizam aversão ao risco, o que, no entanto, não está refletido nas bolsas internacionais e deixa o cenário um tanto quanto divergente. No âmbito doméstico, a desaceleração na média diária de concessão de crédito à pessoa física em julho e na parcial de agosto pode estar contribuindo para a correção dos DIs curtos.

Assim, ao término da negociação normal na BM&F, o DI de janeiro de 2012 (438.600 contratos negociados) projetava taxa de12,09% ao ano, ante 12,13% no ajuste de ontem e 12,17% na máxima do dia hoje. O DI de janeiro de 2013 (249.760 contratos) marcava 11,37% ao ano, de 11,43% no ajuste de ontem e 11,46% na máxima de hoje. Entre os vencimentos longos, o DI de janeiro de 2017 (35.820 contratos) projetava taxa de 11,69% ao ano, de ajuste a 11,64% no dia anterior. O DI de janeiro de 2021 (2.705 contratos) indicava 11,66%, de 11,61% no ajuste da véspera.

O economista de uma corretora internacional com presença no Brasil enxergou nos dados de crédito um motivo para a devolução de prêmios dos DIs futuros, ainda que as concessões não tenham se desacelerado ao ponto de sugerir corte de juros no curto prazo.

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Os indicadores externos, no entanto, continuam dúbios. Nos Estados Unidos, as encomendas de bens manufaturados duráveis subiram 4% em julho em relação a junho. Os investidores também continuam à espera do presidente do Fed, Ben Bernanke, na conferência anual de Jackson Hole, na sexta-feira, quando se espera que ele anuncie ou dê sinais sobre um novo programa de estímulos nos EUA.

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