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Juros futuros avançam sob influência do exterior

Por Da Redação
3 ago 2012, 17h20

Por Fabrício de Castro

São Paulo – Após quatro sessões em queda, as taxas dos contratos futuros de juros fecharam na sexta-feira em alta nos vencimentos intermediários e longos. Na parte curta da curva a termo, as oscilações foram mais contidas e as taxas encerraram o dia próximas dos ajustes de quinta-feira. O otimismo no exterior, influenciado pela perspectiva de ajuda aos países em dificuldades, em especial à Espanha, disparou a busca por ativos de maior risco, como ações e commodities, e reduziu os prêmios na curva a termo de DIs. Os dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos, acima do esperado, também contribuíram para o movimento.

Ao final da sessão regular da BM&F, a taxa dos contratos futuros de juros com vencimento em janeiro de 2013 (91.400 contratos) marcava 7,34%, mesmo patamar do ajuste da véspera. A taxa do DI para janeiro de 2014 (209.875 contratos) estava em 7,78%, ante 7,72% do ajuste anterior. Na ponta mais longa, o DI para janeiro de 2017 (34.930 contratos) tinha taxa de 9,02%, ante ajuste de 8,94%, e o DI para janeiro de 2021 (7.085 contratos) marcava 9,58%, ante 9,52%.

Logo cedo, a Europa trazia otimismo para os investidores. Fizeram disparar a busca por ativos de risco as notícias de que membros da coalização de governo da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, sugeriram que o país não vai impedir o plano do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, de comprar bônus de países problemáticos do bloco no mercado secundário. Elmar Brok, membro do comitê executivo do partido de Merkel, União Democrata Cristã (CDU), afirmou que a compra de bônus pelo BCE é “uma sábia solução intermediária” para a crise da dívida na zona do euro.

Na prática, declarações como esta vão ao encontro do que sinalizou Draghi na semana passada, ao afirmar que a instituição está pronta para “fazer o que for preciso” para preservar o euro, indicando que podem ocorrer compras de bônus soberanos. O Bundesbank, banco central da Alemanha, vem se opondo a mais compras de bônus pelo BCE.

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Além disso, o índice dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) composto final da zona do euro subiu para 46,5 em julho, ante 46,4 em junho. Apesar da pequena variação, o indicador de julho veio melhor que a divulgação prévia, que apontava estabilidade. Já o PMI do setor de serviços da zona do euro avançou para 47,9 em julho, de 47,1 em junho. Ambos os índices ficaram acima das previsões dos analistas.

“Estes fatores deram um viés de alta para a curva de juros”, comentou o estrategista-chefe do Banco WestLB do Brasil, Luciano Rostagno. “Depois vieram os números de payroll (relatório de empregos dos EUA), melhores que o esperado. Apesar disso, a taxa de desemprego norte-americana subiu marginalmente, dando margem a um novo afrouxamento quantitativo.” Por este raciocínio, se o novo impulso à economia dos EUA vier, pode não ser necessário prolongar os cortes da Selic, atualmente em 8% ao ano, até a reunião de outubro do Comitê de Política Monetária (Copom).

Também nesta sexta-feira, o primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, sugeriu que o país pode pedir ajuda do fundo de resgate da zona do euro e solicitou que seja concedida uma licença bancária ao Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM, na sigla em inglês) para ajudar a comprar bônus soberanos. A medida ampliou o otimismo externo, à medida que ajudaria a reduzir custos de financiamento que afligem alguns governos europeus.

Em um dia de agenda esvaziada no Brasil e após quatro dias de recuos gradativos, as taxas dos DIs tiveram pressão de alta, embora a curva a termo siga precificando um corte de 0,5 ponto porcentual da Selic em agosto e apostas divididas, entre manutenção e corte adicional de 0,25 ponto, em outubro.

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