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Juros de empréstimo pessoal sobem em junho

Taxa média dos juros cobrados no cheque especial em junho caiu, aponta pesquisa do Procon-SP

Por Da Redação - 19 jun 2012, 11h58

As taxas de juros para as operações de empréstimo pessoal em junho aumentaram, em média, 0,07 ponto percentual (p.p.), passando de 5,43% ao mês (a.m.) para 5,50%, informa a Fundação Procon-SP, levando em consideração a não participação do Banco Safra na pesquisa. Segundo a mesma pesquisa, a taxa média dos juros cobrados no cheque especial em junho caiu 0,10 pp, passando de 8,46% a.m. para 8,36%.

O Procon comparou as taxas praticadas por seis bancos: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú e Santander; ressaltando que neste mês o Banco Safra se recusou a fornecer seus dados. Em seu documento, a Fundação afirma que a atitude do Safra “mostra e mostrou a falta de transparência e desrespeito com os consumidores”.

Excluindo o Banco Safra do cálculo, a taxa média dos juros dos empréstimos pessoais dos seis bancos pesquisados teve um recuo de 0,02 ponto percentual entre os meses de maio a junho.

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Tabela comparativa

Taxas de juros praticadas em junho de 2012
Bancos Empréstimo Pessoal (ao mês) Cheque Especial (ao mês)
Banco do Brasil 4,28% 8.27%
Bradesco 6.27% 8.86%
Caixa Econômica Federal 3.88% 4.27%
HSBC 5.93% 9.98%
Itaú 6.66% 8.85%
Santander 5.99% 9.95%

Segundo a diretora de estudos e pesquisa da Fundação Procon-SP, Valéria Rodrigues Garcia, apesar do cenário aparentemente favorável para o consumidor final, as taxas de juros continuam altas. Assim, ela alerta para o consumidor que mantenha a cautela em suas decisões de empréstimos e só tome crédito se for absolutamente necessário. ” O empréstimo só é recomendável se for para quitar outros empréstimos ou financiamentos cujas taxas sejam maiores. Deve evitar o rotativo do cartão de crédito e o cheque especial, cujas taxas estão entre as mais altas do mercado”, alerta Valéria.

Na última reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, cortou a taxa básica de juros do país, a Selic, para 8,5% ao ano, como forma de estimular o consumo do país e, consequentemente a economia.

Empréstimos pessoais – O Banco do Brasil (BB) é a instituição com o menor juros do mercado, ao passar de 4,31% para 4,28% a.m. a taxa para financiamento pessoal, o que representa queda de 0,70% em relação ao praticado em maio. Já o Bradesco empresta agora a taxas de 6,27% a.m. (contra 6,31% de maio), enquanto o Itaú baixou seus juros para este tipo de empréstimo de 6,70% para 6,66% ao mês. Os demais bancos mantiveram suas taxas de empréstimo pessoal.

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Cheque especial – O BB continua a ser o banco com menores taxas de juros. As cobradas pelo cheque especial caíram 0,04 ponto percentual entre maio e junho, para 8,27%. Já o Bradesco empresta a 8,86% atualmente contra 8,90% no mês passado. Os bancos privados também diminuíram suas condições de empréstimos via cheque especial: o Itaú passou os juros de 80,89% para 8,86%, enquanto o Santander cortou em 0,04 ponto percentual a taxa, para 9,95%. Os demais bancos mantiveram suas taxas de cheque especial.

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