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Japão pede aos EUA que o dispense de reduzir compra de petróleo iraniano

Por Da Redação - 19 jan 2012, 11h07

Tóquio, 19 jan (EFE).- O Japão pediu nesta quinta-feira à delegação americana que está em Tóquio no intuito de convencer o Governo japonês a parar de importar petróleo iraniano, que o dispense de impor tais sanções ao Irã, informou agência ‘Kyodo’, citando uma fonte do Ministério das Relações Exteriores.

O Governo japonês pediu à equipe americana, liderada pelo assessor especial do Departamento de Estado americano para a não-proliferação e controle de armas, Robert Einhorn, a dispensa no apoio às novas medidas com as quais Washington quer pressionar Teerã para que abandone seu polêmico programa nuclear.

A solicitação do Japão se baseia no fato de já terem diminuído em 40% suas importações do Irã nos últimos cinco anos, uma redução que poderia ser vista como suficiente para eximir Tóquio das sanções estabelecidas para os países que mantêm negócios com o Irã.

Assinada por Barack Obama em 31 de dezembro, a lei dispensa de aplicar sanções ao Irã todos aqueles países que tenham diminuído significativamente seu volume de compra de petróleo de Teerã.

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Washington pretende com as novas medidas reduzir as vendas de petróleo iraniano em grandes mercados como a Europa, Ásia e a Índia, assim como elevar o isolamento internacional de seu Banco Central.

A visita desta delegação americana ao Japão para solicitar o apoio às sanções contra o Irã acontece apenas duas semanas depois de o secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, visitou Tóquio com o mesmo objetivo.

Durante a visita de Geithner, o ministro de Finanças japonês, Jun Azumi, afirmou que o Japão iria diminuir gradualmente suas importações de petróleo iraniano, que somam 10% do petróleo que compra no exterior.

Posteriormente, no entanto, o primeiro-ministro do Japão, Yoshihiko Noda, disse que ainda não tomou uma decisão definitiva e mostrou sua preocupação com as ‘graves consequências’ que as sanções podem gerar nas economias ‘do Japão e do mundo’.

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Na quarta-feira, após uma primeira reunião com os funcionários japoneses, Einhorn ressaltou que ambas as partes concordar que ‘uma maior pressão poderia servir de incentivo para o Irã sentar a mesa de negociações’. EFE

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