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Japão ainda decidirá sobre cortar importações de petróleo iraniano, diz Noda

Por Da Redação - 13 jan 2012, 10h33

Tóquio, 13 jan (EFE).- O primeiro-ministro do Japão, Yoshihiko Noda, afirmou nesta sexta-feira que o Japão ainda deve tomar uma decisão definitiva sobre cortar suas importações de petróleo iraniano, um dia depois de seu Governo ter confirmado o apoio às sanções contra Teerã.

Noda afirmou durante entrevista coletiva em Tóquio que seu Governo deve consultar a medida com funcionários americanos e com o empresariado japonês, antes de implementar as sanções incentivadas pelos Estados Unidos para fazer com que o regime iraniano suspenda seu programa nuclear.

Na quinta-feira, o Ministro japonês de Finanças, Jun Azumi, afirmou depois de se reunir com o secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, que o Japão cortará ‘gradualmente’ suas importações de petróleo procedentes da república islâmica, que constituem 10% do petróleo que adquire no exterior.

De acordo com Noda, estas declarações realizadas pelo responsável japonês de Finanças podem ser consideradas mais como uma ‘previsão’ dos passos que o Japão dará e acrescentou que se tratou de uma apreciação ‘pessoal’ sua, segundo informou a agência local ‘Kyodo’.

Além disso, o primeiro-ministro do Japão transmitiu sua preocupação depois de se reunir em Tóquio com Geithner, pelas ‘graves consequências que podem ter as sanções sobre as economias do Japão e do mundo’.

Geithner concluiu na quinta-feira em Tóquio uma viagem asiática pela China e pelo Japão na qual pediu aos países que apoiem as sanções americanas, que consistem na redução das vendas de petróleo de Teerã e o isolamento internacional de seu Banco Central.

O Japão é um país com uma grande dependência energética do exterior, que aumentou após o início da crise nuclear de 11 de março na central de Fukushima Daiichi.

O acidente nuclear fez com que praticamente todos os reatores nucleares do Japão, cerca de 85%, permaneçam parados, o que obrigou o país a gerar grande parte da eletricidade em suas centrais térmicas alimentados por petróleo. EFE

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