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Itaú Unibanco pavimenta a saída de Roberto Setubal

Mudança, que reduz número de vice-presidências de dez para nove, tem por objetivo simplificar a estrutura da organização e dar maior agilidade às decisões, segundo o banco

Por Da Redação 21 fev 2013, 13h58

O Itaú Unibanco anunciou na quarta-feira a saída do vice-presidente Marcos Lisboa em meio a uma reformulação no comando que também prepara o terreno para a sucessão na presidência hoje exercida por Roberto Setubal – herdeiro dos fundadores da instituição.

Em comunicado, o maior banco privado da América Latina informou que quer simplificar a “estrutura da organização, com o objetivo de dar maior agilidade às decisões, além de promover ganhos de eficiência, unificando áreas de negócios e de suporte.” Lisboa, que foi secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e presidente do Instituto de Resseguros do Brasil, foi para o Unibanco antes da fusão com o Itaú, no fim de 2008. “Ele recebeu o convite para voltar à vida acadêmica e ficará no cargo até 15 de março”, afirmou o banco no comunicado.

A área de controles internos, que estava sob comando de Lisboa, será acumulada por Eduardo Vassimon, que recentemente retornou ao grupo como vice-presidente da área de riscos. Marco Bonomi, o vice-presidente responsável pela área de banco de varejo, passa a acumular a área de micro e pequenas empresas, que estava sob o guarda-chuva de José Roberto Haym. Este passa a ser responsável pelo segmento de médias empresas, integrando o comitê executivo do banco de atacado, reportando-se a Candido Bracher.

As mudanças, que reduzem o número de vice-presidências de 10 para nove, dão sequência a um movimento iniciado no fim de 2012, com a saída de outro vice-presidente, Sergio Werlang, então responsável pela área de riscos. Marcio Schettini, vice-presidente responsável pela área de Cartões e pela Redecard, passa a acumular as áreas de Seguros, Veículos e Crédito Imobiliário.

Caio Ibrahim David, que era diretor da área de finanças, e Claudia Politanski, responsável pela área jurídica, passam a ser vice-presidentes. Segundo fontes com conhecimento do assunto, Setubal vinha mostrando descontentamento com os resultados recentes do grupo em áreas como seguros, controle de riscos, o que, em parte, impediu o banco de alcançar metas de ganho de eficiência prometidas há cerca de um ano e meio a investidores.

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No começo do mês, o banco anunciou que seu lucro líquido de 2012 recuou 5,1% ante o ano anterior, refletindo o baixo crescimento do crédito e despesas elevadas com provisões para perdas com calotes. O Conselho de Administração do banco também vai propor elevar a idade máxima de aposentadoria do presidente-executivo da instituição, dos atuais 60 para 62 anos.

No entanto, a nova regra só valerá para o próximo presidente. Setubal deixará o cargo no ano que vem, quando completará 60 anos. Nos dois anos seguintes, ocupará a presidência da holding, companhia aberta que controla todas as empresas do conglomerado.

De acordo com o banco, as decisões foram tomadas em conjunto por Setubal e pelo presidente do conselho, Pedro Moreira Salles.

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(com Reuters)

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