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Itália descarta recorrer aos fundos de resgate europeus

Para primeiro-ministro da Itália, UE deu um grande passo com a adoção do pacto para o crescimento e o emprego

Por Da Redação 29 jun 2012, 13h57

O primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, disse nesta sexta-feira que a Itália não tem por enquanto intenção de recorrer aos fundos de resgate europeus, mas deixou aberta a possibilidade disso ser feito no futuro. “No momento a Itália não planeja ativar esse mecanismo, mas não excluo que no futuro isto não possa ser feito”, afirmou o líder italiano em entrevista coletiva ao final da cúpula da União Europeia (UE).

No tocante ao acordo da eurozona, Monti disse que acredita que ele tranquilizará os mercados, que hoje tiveram boa reação, mas advertiu que é difícil prever como os investidores responderão, e lembrou que no passado foram adotadas decisões que pareciam suficientes, mas que não serviram para gerar confiança.

Monti avaliou positivamente que a zona do euro tenha concordado em não recorrer à troika, formada pelo Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia, caso Itália e Espanha solicitem os fundos de resgate nos mercados de dívida ou a recapitalização direta dos bancos. “Se a troika estivesse presente, após vermos o que se passou em Atenas e Dublin, não estaríamos nada contentes”, explicou.

O primeiro-ministro da Itália considerou que a União Europeia deu um grande passo com a adoção do pacto para o crescimento e o emprego.

Sobre a chanceler alemã, Angela Merkel, o primeiro-ministro disse que ela teve compreensão com as dificuldades enfrentadas pela Itália. Antes da cúpula, Monti disse que estava disposto a fazer pressão e prolongar a reunião até Merkel concordar com um pacote de medidas para o crescimento e o alívio da tensão dos mercados.

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(Com agência EFE)

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