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Irã transfere combustível nuclear da usina de Isfahan ao reator de Teerã

Por Da Redação - 23 maio 2012, 04h42

Teerã 23 mai (EFE).- O Irã enviou dois lotes de placas de combustível nuclear enriquecido com urânio a 20% de sua usina em Isfahan ao reator experimental de uso médico de Teerã, informou nesta quarta-feira a agência local ‘Mehr’.

O envio aconteceu ontem, na véspera do encontro que manterão em Bagdá representantes do Irã e das potências do Grupo 5+1, composto pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU mais a Alemanha, para tratar da questão nuclear iraniana.

As placas, produzidas na usina instalada na cidade de Isfahan, foram entregues ‘após serem submetidas a diversos testes’, segundo a fonte.

Uma das placas enviadas ontem já foi introduzida no reator da capital iraniana, que produz isótopos radioativos de uso médico, necessários para o tratamento de 800 mil pacientes com câncer, segundo as autoridades de Teerã.

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A primeira placa de urânio enriquecido a 20% procedente da planta de Isfahan foi colocada no reator de Teerã em 15 de fevereiro, em cerimônia que contou com a participação do presidente Mahmoud Ahmadinejad.

O processo de produção das placas e o próprio reator de Teerã estão sob a observação da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), em cumprimento do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), do qual o Irã é signatário.

O diretor-geral da AIEA, Yukiya Amano, anunciou ontem em Viena que na visita feita a Teerã na segunda-feira alcançara um princípio de acordo para dirimir as dúvidas sobre a natureza do programa nuclear iraniano.

Um dos pedidos das potências ocidentais do 5+1 é que o Irã cesse o enriquecimento de urânio a 20%, índice longe dos 90% necessários para a fabricação de armas atômicas, mas que pode ser utilizado como base para um maior enriquecimento posterior.

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O Irã está submetido a sanções da ONU, da UE, dos Estados Unidos e de outros países devido à suspeita de que seu programa nuclear tenha uma vertente armamentista, tese que é rejeitada por Teerã. EFE

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