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Irã estuda rever colaboração com AIEA após relatório crítico

Por Da Redação 13 nov 2011, 06h40

Teerã, 13 nov (EFE).- O Parlamento iraniano estuda reconsiderar a colaboração do país com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), após a divulgação de um relatório que acusa o Irã de ter trabalhado recentemente com meios para fabricar armas atômicas, o que Teerã foi taxativamente negado pela República Islâmica.

O presidente do Parlamento, Ali Larijani, propôs à Assembleia Consultiva Islâmica a revisão da colaboração de Teerã com a AIEA, após a divulgação do relatório, considerado ‘viciado’ por Teerã, informou neste domingo a televisão pública iraniana.

Larijani considerou inadmissível que o relatório, redigido pelo secretário-geral da AIEA, Yukiya Amano, tenha sido elaborado ‘sob ordens dos Estados Unidos e do regime sionista (Israel)’.

‘Nos últimos anos, o organismo foi autorizado a realizar inspeções em locais do Irã (relacionados com seu programa nuclear), além dos compromissos iranianos com o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TPN)’, destacou o presidente do Parlamento.

Ele criticou a AIEA por aceitar informações de Israel, um país que não é signatário do TPN e inimigo declarado do Irã.

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‘É vergonhoso para o organismo que o porta-voz do regime (de Israel) confirme explicitamente que o relatório do secretário-geral (da AIEA) inclui todo o fornecido por esse regime ao organismo’, assinalou Larijani.

Israel, segundo organizações internacionais de estudos militares, é a única potência nuclear do Oriente Médio e dispõe de um arsenal estimado de 300 armas atômicas não declaradas.

Por este motivo, o presidente do Parlamento pediu ao Comitê de Segurança Nacional e Política Externa que revise as relações com a AIEA e apresente propostas para reformá-las.

O relatório apresentado na terça-feira passada pela AIEA aponta que o Irã realizou em anos recentes trabalhos para desenvolver armas nucleares, mas admite que não há provas que tenha tomado a decisão de fabricá-las.

O Irã negou taxativamente que seu programa nuclear tenha fins bélicos e reiterou que seus objetivos são civis, especialmente para gerar energia elétrica e para usos médicos. EFE

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