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Irã afirma que está preparado para enfrentar novas sanções ao seu petróleo

Teerã, 1 jul (EFE).- O petróleo iraniano tem seus próprios mercados e o país está preparado para enfrentar as novas sanções do Ocidente a sua indústria da commodity, que não afetarão seu desenvolvimento e progresso, segundo disse neste domingo o ministro do Petróleo, Rostam Qasemi.

Qasemi lembrou que ‘a República Islâmica do Irã enfrentou as sanções petrolíferas muitos anos’ e assegurou que agora estudou ‘todas as possíveis opções para enfrentá-las’, em declarações divulgadas pela agência oficial iraniana, ‘Irna’,

As declarações de Qasemi foram feitas quando hoje entra em vigor o embargo petrolífero total da União Europeia (UE) ao Irã, que inclui a proibição de compra de petróleo por parte dos 27 países do bloco e também lhes impede, entre outras coisas, de assegurar os navios com petróleo iraniano e fornecer equipamento para este setor.

Para o ministro, as sanções da UE, impostas para tentar frear o programa nuclear iraniano e que seguem a outras novas recentemente aplicadas pelos Estados Unidos no mesmo campo, ‘não têm efeito no desenvolvimento da indústria petrolífera do Irã’.

Segundo ele, o Irã, além de vender seu produto em outros mercados, substituirá sem problemas os contratistas estrangeiros por nacionais e fabricará no país vários equipamentos, com o que ‘as sanções ocidentais terão um efeito positivo na indústria petrolífera iraniana’.

Teerã negocia com novos clientes a venda de seu petróleo, disse Qasemi, acrescentando que a eventual ausência do Irã dos mercados internacionais de petróleo ‘criaria tensão’ no setor.

O embargo total da UE ao petróleo do Irã foi aprovado em janeiro passado e afeta também outros países, que têm assegurados seus transportes de petróleo iraniano com companhias europeias e que agora não poderão prosseguir com estes fretes.

As novas sanções, destinadas a fazer o Irã desistir de seu programa nuclear, podem ter o efeito contrário e Teerã advertiu que não ajudarão para o avanço nas conversas sobre este assunto com o Grupo 5+1, composto pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU mais a Alemanha. EFE