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IPCA recua para 0,36% em maio, informa IBGE

Este foi o menor resultado para meses de maio desde 2007, quando o indicador subiu 0,28%

Por Da Redação 6 jun 2012, 09h12

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mostrou que os preços subiram 0,36% em maio, depois de marcar uma alta de 0,64% em abril, de acordo com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se do menor resultado para meses de maio desde 2007, quando o indicador subiu 0,28%.

O número veio menor do que o indicado pelo IPCA-15, considerado uma prévia do índice cheio. Em maio, o IPCA-15 teve alta de 0,51%, conforme divulgado pelo IBGE em 22 de maio. A inflação do quinto mês do ano também ficou abaixo do piso sugerido por analistas ouvidos pela Agência Estado, que estimavam aumento entre 0,37% e 0,47%, com mediana de 0,42%. Até maio, o IPCA acumula expansão de 2,24% no ano e de 4,99% nos últimos 12 meses.

Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu 0,55% em maio, após ter registrado alta de 0,64% em abril. Com o resultado, o índice acumulou alta de 2,29% em 2012 e de 4,86% nos 12 meses encerrados em maio. O INPC mede a variação dos preços para as famílias com renda de um a cinco salários mínimos.

Contribuição – Ainda que os preços dos cigarros tenham respondido por 0,04 ponto percentual do IPCA do mês passado, eles ajudaram a aliviar o indicador porque em abril o aumento havia sido de 15,04% e, no mês passado, a alta recuou para 4,64%. O governo aumentou no começo do ano a tributação do produto.

O IBGE também destacou a desaceleração de preços do grupo Despesas Pessoais, que teve alta de 0,60% em maio, contra 2,23% no mês anterior. Dentro desse grupo, os empregados domésticos tiveram papel importante ao registrarem alta de 0,66% ante 1,86% em abril. O grupo vestuário teve inflação de 0,89% no quinto mês do ano.

Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu por cortar 0,5 ponto percentual dos juros básicos do país e a taxa Selic caiu para 8,5% ao ano. Isso foi feito como forma de estimular o consumo do brasileiro. No primeiro trimestre, a economia brasileira cresceu apenas 0,2%, abaixo do esperado pelo governo.

(Com Agência Estado)

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