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IPCA diário e ata do Copom tiram prêmios dos DIs

Por Márcio Rodrigues

São Paulo – A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que mostrou a sinalização de que a Selic deve cair até um dígito, recebeu o reforço da desaceleração do IPCA diário na coleta da Fundação Getúlio Vargas (FGV) para seguir tirando prêmios das taxas futuras, sobretudo das mais curtas. Além disso, boa parte dos mercados internacionais, incluindo commodities e bolsas, operou no vermelho e ajudou a manter a trajetória de baixa dos juros futuros. Mesmo porque a negociação da dívida grega ainda não teve conclusão, apesar da espera por um desfecho positivo, e o PIB norte-americano ficou aquém do esperado.

Assim, ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (402.490 contratos) estava em 9,61%, de 9,66% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014 (318.575 contratos) cedia para 10,10%, de 10,22% na véspera. Entre os vencimentos mais longos, o DI janeiro de 2017, com giro de 42.725 contratos, marcava 10,93%, de 10,99% ontem, e o DI janeiro de 2021 (8.930 contratos) indicava mínima de 11,27%, ante 11,33% no ajuste.

Entre os indicadores locais conhecidos hoje, o Tesouro Nacional informou que o resultado primário do Governo Central foi de R$ 93,519 bilhões em 2011 – equivalente a 2,26% do PIB -, ante meta de R$ 91,8 bilhões. O número do setor público consolidado, que inclui Estados e municípios, deve ser anunciado na próxima terça-feira pelo Banco Central. A Receita Federal, por sua vez, divulgou que o total de impostos e contribuições em 2011 somou R$ 969,907 bilhões – alta real de 10,10% ante 2010. E o Banco Central anunciou que o crescimento no estoque de financiamentos em dezembro foi de 2,3% em relação a novembro. Em 2011, o volume total de crédito no sistema financeiro cresceu 19%, ante 2010, acima da projeção do Banco Central de 17,5%, conforme constou no último Relatório Trimestral de Inflação.

No exterior, a economia dos EUA cresceu 2,8% no quarto trimestre, no ritmo mais forte em um ano e meio. No entanto, a expansão ficou abaixo dos 3% esperados. Na Europa, as negociações entre Grécia e credores privados devem se estender por mais este fim de semana. Fonte próxima à negociação diz que os detentores de bônus gregos sinalizaram disposição em aceitar juros mais baixos sobre os títulos do país que deterão em troca dos atuais. O Comissário de Assuntos Econômicos e Monetários da União Europeia, Olli Rehn, afirmou hoje que as negociações estão “nos metros finais”.