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IPCA-15 recua em junho para 0,47%; no ano, alta é de 3,99%

Indicador do IBGE, considerado uma prévia do inflação oficial, subiu 6,41% nos últimos doze meses

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), considerado um sinalizador da inflação oficial do país, desacelerou em junho para 0,47%, ante 0,58% em maio. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em junho do ano passado, a alta do indicador foi de 0,38%. Os preços de “Alimentação e Bebidas” e “Habitação” foram os que mais pesaram para o recuo mensal do indicador.

Ainda segundo o IBGE, no acumulado do ano o índice sobe para 3,99%, acima do resultado do mesmo período do ano passado (3,45%). Nos doze meses até junho, o IPCA-15 ficou em 6,41%, também acima dos doze meses imediatamente anteriores (6,31%). O indicador segue bem próximo ao teto da meta oficial do Brasil, de 6,5%.

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Pesos – Segundo o IBGE, a inflação do grupo “Alimentação e Bebidas” desacelerou de 0,88% em maio para 0,21% em junho, assim como o grupo “Habitação” passou de 1,19% para 0,29% no mesmo período. Com isso, o peso deles no IPCA-15 diminuiu e o indicador como um todo desacelerou.

Alimentos tiveram queda de preços, como batata-inglesa (queda de 16,35%), farinha de mandioca (- 11,67%), cenoura (- 5,05%), hortaliças (- 4,69%), frutas (- 3,44%) e feijão-carioca (3,37%). “Com isso a alimentação consumida em casa apresentou queda de 0,23%. Para a alimentação fora de casa, a taxa foi de 1,06%”, disse o instituto nesta quarta-feira.

Indicadores – Diferentemente do índice oficial de inflação (o IPCA), a coleta dos dados do IPCA-15 acontece entre, aproximadamente, o dia 15 do mês anterior e o dia 15 do mês de referência (atual). O período de coleta do IPCA estende-se, em geral, do dia 1º ao dia 30 do mês de referência. Assim, o IPCA-15 é considerado um indicador de tendência do que virá o índice cheio (desaceleração ou aceleração).

Além da diferença de período de coleta, a abrangência geográfica também difere entre os dois indicadores. O IPCA-15 abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Recife (PE), São Paulo (SP), Belém (PA), Fortaleza (CE), Salvador (BA) e Curitiba (PR), além de Brasília e Goiânia. Já o IPCA leva em consideração também os polos de Vitória (ES) e Campo Grande (MS).