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Investimentos estrangeiros no Brasil crescem 33% no primeiro semestre

Em 12 meses, os investimentos diretos no país, que consideram o capital aplicado em empresas e negócios, se aproximam dos US$ 90 bilhões, uma marca recorde

Por Juliana Elias Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 jul 2026, 12h47 | Atualizado em 28 jul 2026, 12h53
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O Brasil recebeu um total de 46,9 bilhões de dólares em investimentos diretos de estrangeiros, ou seja, em capital vindo de fora para ser aplicado em empresas e negócios no país. O valor representa um aumento de 33% na comparação com o mesmo período no ano passado, quando os investimentos diretos no país foram de 35,3 bilhões de dólares. Os dados fazem parte do balanço mensal do setor externo brasileiro divulgado nesta terça-feira, 28, pelo Banco Central.

Com o aumento, os investimentos externos diretos no país em 12 meses já se aproximam dos 90 bilhões de dólares, uma marca recorde em termos nominais: nos 12 meses até junho, eles somaram 89,3 bilhões de dólares. É o equivalente a 3,6% do PIB do país, a maior proporção desde novembro do ano passado, quando chegou a 3,7%.

A maior entrada de capital estrangeiro para investimentos na economia real também ajudou a melhorar a saúde das transações externas brasileiras, que chegaram a ficar descobertas no ano passado. Em 2025, o déficit externo do Brasil, considerado o saldo das transações correntes, chegou a 75 bilhões de dólares nos piores momentos, considerados também os acumulados em 12 meses, e em um período em que os investimentos diretos vindos de fora estavam em baixa.

O resultado é que essa diferença ficou negativa por um período: o que o Brasil recebeu em investimento direto não foi o suficiente para cobrir tudo o que perdeu em fluxos de capital que deixaram o país. O ideal é que um seja maior do que o outro, já que é um indicador de solvência externa do país, e é uma conta em que a economia brasileira fica tradicionalmente no azul há mais de uma década.

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O saldo das transações correntes é a diferença entre o que entra e o que sai em dinheiro do país em mercadorias, por meio das exportações e importações, em serviços (como royalties, fretes e uso de plataformas digitais estrangeiras) e também em rendas, como remessas de lucros e salários daqui para fora e de fora para dentro.

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É uma balança que é historicamente negativa para o Brasil, e que, no primeiro semestre de 2026, ficou no vermelho em 27 bilhões de dólares. Isto porque, apesar de ter ficado com um saldo positivo de 37 bilhões de dólares na balança comercial – alta de 43% ante o ano anterior -, graças às suas exportações que não param de bater recorde, o Brasil é recorrentemente deficitário nos serviços e nas rendas. A balança de serviços ficou negativa em 27 bilhões de dólares e, a de renda, tirou do país 40,2 bilhões de dólares, já consideradas as diferenças entre tudo o que recebeu e tudo o que transferiu para fora.

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