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Investimento público americano é o mais baixo desde 1947

Gastos do governo Barack Obama correspondem hoje a 3,6% do PIB, a pior taxa desde o fim da Segunda Guerra Mundial

Por Da Redação 3 nov 2013, 20h27

O investimento público atingiu o seu mais baixo nível nos Estados Unidos desde a desmobilização ocorrida após a Segunda Guerra Mundial, em 1947. Segundo reportagem do jornal britânico Financial Times, que compilou informações da série histórica, o investimento bruto de capital pelo setor público americano caiu para 3,6% do PIB (Produto Interno Bruto), ante a média de 5% do pós-guerra. A redução se deve, em grande parte, ao sucesso do Partido Republicado em cortar custos do governo de Barack Obama nas áreas de infraestrutura, ciência e educação.

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A trava aos investimentos se dá principalmente na Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, onde, em nome da austeridade, republicanos vetam projetos de democratas, líderes tanto da Casa Branca como do Senado. A austeridade vem, para os republicanos, à frente da popularidade, que anda comprometida, como mostram pesquisas de opinião recentes realizadas nos EUA.

A discussão em torno dos gastos públicos deve se intensificar nas próximas semanas, já que um acordo sobre o orçamento assinado por congressistas dos dois partidos expira em janeiro. Segundo o chefe da assessoria econômica da Casa Branca, Jason Furman, a proposta do governo Obama para 2014 é de um investimento total de 624,8 bilhões de dólares. Para efeito de comparação, os investimentos em 2012 foram de 475 bilhões. “Estamos propondo um aumento significativo porque o país não está aplicando recursos suficientes em infraestrutura e pesquisa e desenvolvimento.” A maior parte dos analistas, porém, prevê um acordo no máximo modesto em termos financeiros.

Também é consenso entre os economistas que o baixo investimento deve afetar o crescimento da maior economia do mundo. Não há concordância, porém, a respeito de qual deve ser a taxa de investimento adequada ou de quais áreas não podem ter seus recursos cortados.

“Escolas e redes de transporte são alicerces fundamentais da economia de um Estado. Se um país é incapaz de investir em transporte e educação, então o seu crescimento a longo prazo será afetado”, diz Michael Leachman, diretor de pesquisa no Centro de Orçamento e Prioridades Políticas.

Já para o esquerdista Josh Bivens, do Instituto de Política Econômica, é essencial investir em infraestrutura, área que pareceu perder importância durante o boom da internet, no final dos anos 1990, quando a economia cresceu rapidamente, apesar do baixo investimento público. “O baixo investimento público compromete a produtividade no futuro”, disse Bivens ao FT.

Áreas como pesquisa científica básica, contudo, que está ameaçada de corte, são apontadas como imprescindíveis para o crescimento. A discussão deve pegar fogo nas próximas semanas.

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